A coalizão liderada pela Arábia Saudita mobilizou 100 aviões de combate em uma ofensiva contra os houthis no Iêmen, com ataques à capital, Saná, e a outras regiões. A operação foi lançada em apoio às forças governamentais iemenitas, que tentam recuperar áreas controladas pelo movimento pró-Irã.
O chefe do Conselho Presidencial do Iêmen, Rashad al Alimi, chamou a ação de “Amanhecer do Iêmen”. Segundo ele, a missão prevê apoio aéreo 24 horas por dia às tropas em terra. O porta-voz da coalizão, general Turki al Maliki, afirmou que 324 alvos de alto valor foram destruídos desde o início da operação.
As forças governamentais também anunciaram 1.222 ataques contra os houthis nas regiões de Saada, Al Jawf, Taiz e na costa ocidental. A emissora Almasirah confirmou bombardeios em Saada, reduto do movimento.
Avanço e cerco em Taiz
O porta-voz governamental Majid al Nazili afirmou que as tropas assumiram o aeroporto de Dhubab, próximo ao Estreito de Bab el Mandeb, e interromperam a estrada para Moca, cidade portuária controlada pelos houthis. Uma fonte militar do movimento negou a informação.
Os houthis cercam Taiz, no sudoeste do Iêmen, e bloquearam um ponto estratégico de ligação com Áden, sede do governo reconhecido internacionalmente. O movimento havia ampliado o controle sobre o litoral sul, às margens do Mar Vermelho, durante uma ofensiva relâmpago.
A coalizão saudita também declarou que protege o Estreito de Bab el Mandeb, rota estratégica para o comércio marítimo internacional. O movimento houthi reforçou o controle sobre a passagem em setembro, após restrições à navegação no Estreito de Ormuz.
Ataque a oleoduto
Um ataque reivindicado pelos houthis no leste da Arábia Saudita interrompeu o transporte de petróleo pelo oleoduto Leste-Oeste, informou uma fonte do setor energético saudita. A estrutura leva o petróleo do leste do reino ao Mar Vermelho, contornando o Estreito de Ormuz.
O diretor da Aramco, Amin Nasser, afirmou em Londres que as reservas mundiais de petróleo estão perigosamente baixas e que o sistema de abastecimento já está sob pressão. A declaração ocorreu após os países do G7 anunciarem a liberação de estoques para reduzir as preocupações com o fornecimento.



