São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Houthis dizem que ataques sauditas no Iêmen chegaram a 54 em 12 horas

Yahya Saree afirmou que ofensivas atingiram Marib, Al Jawf, Taiz e Hodeida; coalizão saudita relatou mísseis e drones houthis.

Houthis dizem que ataques sauditas no Iêmen chegaram a 54 em 12 horas

Os rebeldes houthis afirmaram nesta quarta-feira (9) que aviões sauditas fizeram 54 ataques aéreos em áreas de quatro províncias do Iêmen nas últimas 12 horas. O grupo, apoiado pelo Irã, citou Marib, Al Jawf, Taiz e Hodeida como regiões atingidas.

A informação foi divulgada um dia depois de os houthis bombardearem a Arábia Saudita. O porta-voz rebelde Yahya Saree disse que os ataques ocorreram contra diversas áreas do país.

A coalizão militar liderada pelos sauditas, por sua vez, afirmou que os houthis lançaram novos ataques contra o sul do reino. O porta-voz Turki al-Maliki declarou que foram disparados vários mísseis balísticos e drones contra Khamis Mushait, Abha e Jizan. Não foram mencionadas vítimas.

Escalada do conflito

A guerra entre os houthis e as forças pró-governo estava suspensa por uma trégua estabelecida em 2022, mas os combates foram retomados em julho. Desde o início do conflito, em 2014, centenas de milhares de pessoas morreram, e o Iêmen passou a enfrentar uma grave crise humanitária.

A retomada ocorreu depois que os houthis desafiaram o controle de Riade sobre o espaço aéreo iemenita ao permitir o pouso de um avião iraniano no país. O governo reconhecido pela comunidade internacional respondeu com um ataque ao aeroporto.

Desde então, os houthis ampliaram as ações contra instalações militares e áreas controladas pelas forças pró-governo. Na semana passada, iniciaram uma ofensiva para avançar em direção às zonas próximas ao Estreito de Bab el Mandeb.

O Instituto para o Estudo da Guerra afirmou que o porto de Hodeida pode ser o objetivo final das forças governamentais iemenitas, apoiadas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita. Segundo o instituto, a cidade é fundamental para o abastecimento civil e militar dos rebeldes, e uma eventual tomada representaria um grande revés para o movimento.

Desde a quinta-feira da semana passada, os combates deixaram mais de 500 mortos no Iêmen.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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