Os rebeldes houthis afirmaram nesta quarta-feira (9) que aviões sauditas fizeram 54 ataques aéreos em áreas de quatro províncias do Iêmen nas últimas 12 horas. O grupo, apoiado pelo Irã, citou Marib, Al Jawf, Taiz e Hodeida como regiões atingidas.
A informação foi divulgada um dia depois de os houthis bombardearem a Arábia Saudita. O porta-voz rebelde Yahya Saree disse que os ataques ocorreram contra diversas áreas do país.
A coalizão militar liderada pelos sauditas, por sua vez, afirmou que os houthis lançaram novos ataques contra o sul do reino. O porta-voz Turki al-Maliki declarou que foram disparados vários mísseis balísticos e drones contra Khamis Mushait, Abha e Jizan. Não foram mencionadas vítimas.
Escalada do conflito
A guerra entre os houthis e as forças pró-governo estava suspensa por uma trégua estabelecida em 2022, mas os combates foram retomados em julho. Desde o início do conflito, em 2014, centenas de milhares de pessoas morreram, e o Iêmen passou a enfrentar uma grave crise humanitária.
A retomada ocorreu depois que os houthis desafiaram o controle de Riade sobre o espaço aéreo iemenita ao permitir o pouso de um avião iraniano no país. O governo reconhecido pela comunidade internacional respondeu com um ataque ao aeroporto.
Desde então, os houthis ampliaram as ações contra instalações militares e áreas controladas pelas forças pró-governo. Na semana passada, iniciaram uma ofensiva para avançar em direção às zonas próximas ao Estreito de Bab el Mandeb.
O Instituto para o Estudo da Guerra afirmou que o porto de Hodeida pode ser o objetivo final das forças governamentais iemenitas, apoiadas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita. Segundo o instituto, a cidade é fundamental para o abastecimento civil e militar dos rebeldes, e uma eventual tomada representaria um grande revés para o movimento.
Desde a quinta-feira da semana passada, os combates deixaram mais de 500 mortos no Iêmen.




