O salário mínimo previsto para 2027 pode subir de R$ 1.621 para R$ 1.741 e alterar o valor recebido por milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A estimativa representa alta de 7,4%, mas ainda não é definitiva.
O reajuste não será igual para todos os beneficiários. Quem recebe o piso do INSS acompanha o novo salário mínimo. Já os benefícios acima desse valor são corrigidos pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador que mede o custo de vida das famílias brasileiras de menor renda.
Regras para benefícios acima do piso
A correção anual atualiza o valor que já está sendo pago. A Constituição estabelece que nenhum benefício do Regime Geral de Previdência Social que substitua a remuneração do segurado pode ficar abaixo do salário mínimo.
Para quem começou a receber um benefício acima do piso durante 2026, o percentual aplicado pode não ser integral. Nesse caso, o cálculo considera a data de início do benefício ou do último reajuste, com aplicação proporcional conforme a regra e a tabela oficial do ano.
O valor estimado para o salário mínimo foi informado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o montante pode mudar até dezembro de 2026, porque o valor definitivo depende da definição dos indicadores usados no cálculo, incluindo o INPC de novembro.
Durigan também disse que não haverá desindexação do salário mínimo em relação aos benefícios sociais. “Ele, necessariamente, cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm a indexação do salário mínimo”, afirmou.
Assim, caso a estimativa seja confirmada, os benefícios vinculados ao piso passarão a considerar R$ 1.741. Os pagamentos acima desse valor continuarão submetidos à regra baseada no INPC e à proporcionalidade prevista para concessões ou reajustes realizados durante 2026.



