O PMI de serviços do Brasil caiu de 50,5 pontos em agosto para 49,2 em setembro, informou a S&P Global. Leituras abaixo de 50 indicam contração da atividade do setor.
A pesquisa apontou recuo na atividade de serviços, nos novos pedidos e no emprego. Empresas e clientes adotaram uma postura cautelosa antes do primeiro turno das eleições presidenciais.
Para Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, a realização de um segundo turno pode atrasar a recuperação da confiança e a retomada dos investimentos. As empresas, porém, demonstraram mais otimismo no médio prazo sobre o crescimento da demanda e da atividade de serviços.
Os indicadores de preços foram apontados como um dos aspectos positivos do levantamento. A redução das pressões sobre os custos limitou a inflação dos preços, segundo a S&P Global.
“Isso gera alguma esperança de que o índice de inflação utilizado como meta da política monetária (IPCA) fique abaixo da estimativa preliminar”, afirmou Lima. Ela acrescentou que o índice pode permanecer abaixo do limite superior de 4,5% estabelecido pelo Banco Central.
O PMI Composto do Brasil, que reúne serviços e indústria, recuou de 49,1 em agosto para 47,4 em setembro. Segundo a S&P Global, a queda nas vendas levou à retração mais acentuada da atividade econômica do setor privado em um ano.




