São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Copom mantém cautela e prevê inflação acima do teto da meta em 2026

Ata confirma quinto corte seguido da Selic, para 13,75% ao ano, e projeta IPCA de 5,2% em 2026.

Copom mantém cautela e prevê inflação acima do teto da meta em 2026

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a avaliação de que o ambiente exige cautela na condução dos juros, diante do aumento da incerteza, da desancoragem das expectativas e dos riscos elevados no cenário-base. A avaliação consta na ata da reunião de setembro, divulgada nesta terça-feira (22).

O colegiado afirmou que continuará incorporando novas informações e acompanhando a evolução do cenário para preservar o nível de restrição necessário à convergência da inflação para a meta. A reunião terminou na última quarta-feira, 16, com um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, de 14,00% para 13,75% ao ano. Foi a quinta redução consecutiva.

Desde março, quando o Banco Central iniciou um “ciclo de calibração” da política monetária, a taxa acumula queda de 1,25 ponto porcentual. O período foi marcado por incertezas sobre os efeitos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, nos preços de commodities e na inflação.

Antes disso, a Selic permaneceu em 15% por dez meses consecutivos, de junho de 2025 até março de 2026. Segundo o Copom, a redução é compatível com a convergência da inflação para o redor da meta no horizonte relevante. O comitê também disse que a decisão contribui para suavizar as flutuações da atividade econômica e fomentar o pleno emprego, sem alterar o objetivo de estabilidade de preços.

As projeções para o IPCA foram mantidas em 5,2% em 2026, 3,9% em 2027 e 3,2% no acumulado de 12 meses do primeiro trimestre de 2028. A previsão para 2026 supera o teto da meta, de 4,5%.

Para os preços livres, as estimativas são de 5,2%, 4,1% e 3,2%, respectivamente. Para os preços administrados, o Copom prevê 5,3%, 3,5% e 3,2% nos mesmos períodos.

As estimativas consideram a trajetória de juros do Relatório Focus, publicado em 14 de setembro, bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027, câmbio inicial de R$ 5,15 e evolução pela paridade do poder de compra. O petróleo segue a curva futura por seis meses e depois sobe 2% ao ano.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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