O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que a política monetária ainda precisa permanecer restritiva porque a inflação segue pressionada pela demanda. A avaliação está na ata da reunião de setembro, publicada nesta terça-feira, 22, pelo Banco Central.
O documento registra que os efeitos da política monetária contracionista sobre a atividade econômica vêm aparecendo de forma gradual. Segundo o colegiado, essa política tem contribuído de maneira determinante para a desinflação, mas ainda não é suficiente para retirar a pressão exercida pela demanda.
A ata também aponta que choques de oferta tiveram influência relevante na trajetória recente da inflação e nas projeções. O Copom disse que não deve reagir aos efeitos primários desses choques, mas afirmou que vai acompanhar eventuais efeitos de segunda ordem e reagir com firmeza caso eles se materializem.
Próximos passos
O colegiado reiterou que o tamanho do ciclo de calibração será definido conforme a evolução do cenário. A decisão deverá preservar o grau de restrição necessário para levar a inflação à meta, em um ambiente de incerteza em níveis historicamente elevados e com riscos de alta para os preços.
Na reunião encerrada na última quarta-feira, 16, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,00% para 13,75%. Foi o quinto corte consecutivo.




