O lucro líquido da agropecuária dos Estados Unidos deve somar US$ 158,4 bilhões em 2026, uma queda de US$ 4,3 bilhões, ou 2,6%, em relação ao ano passado. Em valores ajustados pela inflação, a retração projetada pelo Serviço de Pesquisa Econômica do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) é de 5,5%, ou US$ 9,1 bilhões.
Mesmo com a redução, o resultado deve permanecer acima da média registrada entre 2006 e 2025. A projeção considera US$ 47,4 bilhões em pagamentos diretos do governo, alta de US$ 19,5 bilhões na comparação anual.
As despesas totais de produção devem avançar 4,5%, para US$ 492,8 bilhões. O principal aumento é esperado nas compras de gado e aves, com alta de US$ 7,4 bilhões, ou 11,4%. Em sentido contrário, os gastos com ração devem recuar US$ 1,5 bilhão, equivalente a 2,1%.
Agricultura e pecuária
Na agricultura, as receitas totais devem crescer 6,1%, para US$ 253 bilhões. A receita do milho deve aumentar US$ 6,8 bilhões, ou 11,3%, enquanto a da soja deve subir US$ 4,3 bilhões, ou 10%. Para o algodão, a alta estimada é de US$ 700 milhões, ou 12,5%. No trigo, a previsão é de queda de US$ 300 milhões, ou 2,5%.
Na pecuária, o faturamento total deve cair 5,4%, para US$ 287,3 bilhões. A receita com bovinos deve avançar US$ 7 bilhões, ou 5,2%. As projeções apontam recuos de US$ 1,2 bilhão, ou 4%, em suínos, e de US$ 1,3 bilhão, ou 2,8%, em frangos de corte.
No segmento de ovos, a baixa estimada é de US$ 20,9 bilhões, ou 66,3%. Para os lácteos, o USDA prevê retração de US$ 2,1 bilhões, ou 4,3%.



