São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Bloqueio americano atinge linha Can-Am e produtos lácteos do Canadá

Medida responde à retaliação canadense e alcança quase US$ 1 bilhão em mercadorias, em meio à disputa sobre tarifas e cotas.

Bloqueio americano atinge linha Can-Am e produtos lácteos do Canadá

A Bombardier informou que os modelos Can-Am Spyder e Canyon ficarão fora do mercado americano após o bloqueio de importações canadenses pelos Estados Unidos. A empresa, sediada em Quebec, espera que o impacto seja mais forte no próximo ano, já que a maior parte da produção e dos embarques da temporada atual está praticamente concluída.

A restrição, iniciada no começo desta terça-feira, alcança quase US$ 1 bilhão em produtos do Canadá. Além das motocicletas, estão incluídas bebidas alcoólicas e mercadorias lácteas, como o soro do leite (whey).

A decisão foi tomada em resposta à retaliação do Canadá contra tarifas americanas. O valor afetado é limitado diante do comércio anual entre os dois países, estimado em cerca de US$ 880 bilhões, mas a medida leva o conflito a novas categorias de produtos.

Disputa sobre laticínios

Canadá e Estados Unidos travam há anos uma disputa em torno da proteção canadense ao setor de laticínios. A política estabelece tarifas elevadas quando as importações ultrapassam um sistema de cotas.

Patrick Childress, advogado de comércio, sócio do Holland & Knight e ex-integrante do governo americano na área, disse que a decisão não ajuda a diminuir as tensões. Segundo ele, parte das mercadorias bloqueadas já sofria com tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, o que tornava antieconômica a entrada desses produtos nos Estados Unidos.

Trump defende que fábricas canadenses sejam transferidas para os Estados Unidos. Na segunda-feira, afirmou estar confiante de que os canadenses cederão à pressão de Washington. Questionado nesta terça-feira, Carney disse que o Canadá continua aberto ao diálogo.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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