São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Diesel a US$ 6,05 por galão aperta margem de produtores americanos

Combustível subiu 60% ante a média de antes do fim de fevereiro e encarece a colheita e o transporte de grãos.

Diesel a US$ 6,05 por galão aperta margem de produtores americanos

A alta do diesel reduz diretamente a margem de produtores de soja e milho nos Estados Unidos, em um ano já marcado por custos maiores de fertilizantes, sementes e equipamentos. O combustível chegou a preço médio recorde de US$ 6,05 por galão na sexta-feira, informou a Associação Automobilística Americana (AAA).

A média nacional estava em aproximadamente US$ 3,76 por galão antes do início, no fim de fevereiro, da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O preço atual é 60% maior. A escalada ocorreu com a disparada do petróleo e interrupções no tráfego de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz.

O impacto se estende por toda a operação agrícola. O diesel é usado para retirar os grãos dos campos, levá-los às propriedades e transportá-los até os locais de comercialização, segundo Paul Mitchell, professor de economia agrícola e aplicada da Universidade de Wisconsin-Madison. A pressão aumenta durante a colheita, quando agricultores intensificam o uso de colheitadeiras, tratores e caminhões.

Jason Kurtz, produtor de milho e soja de Forest City, no Missouri, disse que paga o dobro pelo diesel neste ano. Sua colheitadeira consome cerca de 200 galões, ou 760 litros, por dia, e a previsão era mantê-la em operação durante 30 dias, além do combustível para tratores e caminhões. Com as despesas maiores com fertilizantes e agroquímicos, ele afirmou que o diesel reduz sua margem de lucro.

Produtores com menos disponibilidade de caixa são os mais pressionados a reduzir ou adiar atividades. Kurtz afirmou que pretende postergar parte dos trabalhos, na expectativa de uma queda do combustível. “Amanhã será diferente”, disse.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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