A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil embarque 7,74 milhões de toneladas de soja em setembro, alta de 11% ante o mesmo mês de 2025. Para o milho, a previsão é de 5,2 milhões de toneladas, recuo de 25,5% na comparação anual.
A projeção de soja representa queda de 19,4% em relação às 9,6 milhões de toneladas exportadas em agosto. Com a programação de setembro, o acumulado da oleaginosa entre janeiro e setembro chega a 102,03 milhões de toneladas, avanço de 7,3% sobre as 95,08 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.
No milho, o volume previsto para setembro supera em 3,3% as 5,03 milhões de toneladas embarcadas em agosto. No acumulado do ano até setembro, os embarques somam 19,35 milhões de toneladas, 19,2% abaixo das 23,95 milhões de toneladas do intervalo equivalente de 2025.
A colheita do milho segunda safra estava 96,6% concluída até a primeira semana de setembro, perto da média de 96,5% dos últimos cinco anos. A Anec relaciona os volumes menores dos últimos dois meses, na comparação anual, à retenção do produto, à maior atratividade do mercado físico e à margem de exportação apertada.
Para o farelo de soja, a entidade projeta 2,64 milhões de toneladas em setembro, alta de 34,3% em um ano e de 24,7% sobre agosto. De janeiro a setembro, o acumulado chega a 20,01 milhões de toneladas, crescimento de 15%.
Programação semanal e total mensal
Entre sábado (6) e sexta-feira (12), estão programados 2,14 milhões de toneladas de soja, 1,54 milhão de toneladas de milho e 509,6 mil toneladas de farelo. Santos concentra 476,6 mil toneladas de soja e 651,7 mil toneladas de milho previstas.
A Anec também calcula 74,8 mil toneladas de DDGS e 1,15 milhão de toneladas de sorgo em setembro. Somados soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados totalizam 16,80 milhões de toneladas, alta de 4,8% sobre setembro de 2025. A entidade afirma que os números podem mudar conforme as condições operacionais dos portos e outros fatores logísticos.



