São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Correios negociam empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados

Nova operação depende de aval do Tesouro Nacional; estatal já contratou R$ 12 bilhões em dezembro de 2025.

Correios negociam empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados

Os Correios formalizaram um pedido de empréstimo de R$ 7 bilhões junto a bancos privados. A operação ainda depende de aval do Tesouro Nacional, que ficará como fiador do financiamento.

A estatal confirmou que mantém negociações, mas informou que as condições financeiras ainda estão sendo discutidas e que os detalhes serão divulgados após a conclusão da operação. “As informações oficiais serão divulgadas pela empresa oportunamente, após a conclusão das tratativas”, afirmou.

Em dezembro de 2025, os Correios contrataram R$ 12 bilhões com Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O empréstimo também contou com aval do Tesouro Nacional e foi destinado ao plano de recuperação da empresa.

Além dos financiamentos, o governo federal reservou R$ 6 bilhões no Orçamento de 2027 para um aporte na estatal.

Prejuízos e medidas de recuperação

Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 30,36% em relação ao resultado negativo de R$ 4,26 bilhões no mesmo período de 2025.

No segundo trimestre, o prejuízo foi de R$ 2,39 bilhões, queda de 5,5% ante os R$ 2,53 bilhões registrados no mesmo trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando o resultado negativo chegou a R$ 3,16 bilhões, houve redução de 24,4%.

A empresa atribuiu o desempenho à redução de receitas, às despesas financeiras e às contingências judiciais. Também afirmou que mantém ações voltadas à recuperação de receitas, à eficiência operacional e à modernização do modelo de negócios.

Em 2025, os Correios tiveram prejuízo de R$ 8,5 bilhões, acima do resultado negativo de R$ 2,6 bilhões registrado em 2024.

A estatal abriu um novo plano de desligamento voluntário neste ano. Os benefícios variam de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil, pagos em parcela única e sem incidência de impostos. Desde 2017, três planos tiveram adesão de 7.254 funcionários.

A empresa também acelerou a venda de imóveis. Mais de 30 unidades foram alienadas nos últimos meses, gerando R$ 387 milhões. A meta é alcançar R$ 1,5 bilhão no acumulado do ano. Os Correios possuem 2,3 mil imóveis; das vendas realizadas, R$ 207 milhões ocorreram em leilões e R$ 180 milhões, por meio de vendas diretas ao setor público.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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