São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Greve dos Correios segue sem prazo para terminar e terá julgamento em setembro

Paralisação começou após rejeição da proposta para o ACT 2026/2028; TST determinou manutenção de 80% do efetivo.

Greve dos Correios segue sem prazo para terminar e terá julgamento em setembro

A greve dos trabalhadores dos Correios continua por tempo indeterminado e sem previsão de encerramento, informou a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). A paralisação começou na última sexta-feira (11), depois que assembleias rejeitaram a proposta apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

Um dos principais impasses é o plano de saúde dos funcionários. A Findect afirma que a direção dos Correios pretende alterar o benefício. A entidade também informou que houve sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve acordo.

Os Correios acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os impactos da paralisação e manter os serviços de entrega em todo o país. Entre as medidas estão a mobilização de empregados administrativos para atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões. A rede de agências permanece aberta ao público. A empresa não informou se haverá alteração nas datas de entrega ou quais regiões serão mais afetadas.

Decisão e julgamento

Na sexta-feira (11), os Correios ajuizaram pedido de dissídio coletivo no TST, após o fim da mediação sem acordo e a rejeição da proposta do ACT. No sábado (12), o tribunal determinou que pelo menos 80% dos trabalhadores permaneçam em atividade em cada unidade durante a greve.

A determinação alcança as áreas de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e os setores administrativos ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC). As partes ainda podem chegar a um acordo antes da sessão.

Situação financeira

Os Correios acumulam cerca de 15 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O resultado do segundo trimestre foi menor que os registrados no primeiro trimestre de 2026 e no quarto trimestre de 2025.

A empresa espera receber um novo empréstimo até 15 de setembro. Os recursos devem vir de um consórcio formado por Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. No fim do ano passado, os Correios receberam R$ 12 bilhões de um consórcio de bancos.

A Findect informou a adesão de entidades de Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Campinas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima, Ribeirão Preto, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São José do Rio Preto, Santa Maria, Tocantins, Uberaba, Vale do Paraíba, Bauru e região, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Santos e região, além de São Paulo. No Acre, a assembleia estava prevista para hoje.

Os clientes podem procurar os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou pelos canais digitais de atendimento.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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