São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Receitas avançam mais que despesas, mas Governo Central fecha agosto no vermelho

Arrecadação federal somou R$ 241,960 bilhões no mês; déficit acumulado em 12 meses chega a R$ 68,7 bilhões, ou 0,53% do PIB.

Receitas avançam mais que despesas, mas Governo Central fecha agosto no vermelho
Foto: Agência Brasília

As receitas totais do Governo Central cresceram 3,5% em termos reais em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025. As despesas avançaram 1,9% na mesma base, mas o resultado das contas públicas ficou negativo em R$ 13,6 bilhões, informou o Tesouro nesta terça-feira, 29.

A arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 241,960 bilhões no mês. O resultado reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.

Resultado por órgão

O Tesouro Nacional, incluindo o Banco Central, registrou superávit primário de R$ 5,021 bilhões em agosto. A Previdência Social teve déficit de R$ 18,606 bilhões, enquanto o Banco Central apresentou resultado negativo de R$ 57 milhões.

No acumulado até agosto de 2026, o Governo Central registra déficit primário de R$ 94,869 bilhões. No mesmo período de 2025, o saldo negativo era de R$ 86,1 bilhões, sem correção pelo IPCA. As despesas acumuladas subiram 5,7% acima da inflação, mesmo percentual de alta das receitas totais.

Em 12 meses até agosto, o déficit primário soma R$ 68,7 bilhões, equivalente a 0,53% do PIB. As despesas obrigatórias representam 17,34% do PIB, e as discricionárias, 1,84%.

Comparações

O resultado de agosto foi inferior ao déficit de R$ 15,6 bilhões registrado no mesmo mês de 2025. Na série corrigida pela inflação, foi o menor déficit para agosto desde 2021, quando chegou a R$ 11,782 bilhões.

Também ficou abaixo da mediana de R$ 14,150 bilhões negativos projetada pelo mercado. As estimativas variavam de R$ 23,6 bilhões a R$ 9,4 bilhões de déficit. Em julho, as contas haviam registrado superávit de R$ 10,783 bilhões.

A meta fiscal de 2026 prevê superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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