São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Copom cobra coordenação entre política fiscal e monetária

Ata de setembro aponta efeitos fiscais sobre a demanda, a dívida pública e o prêmio de risco da curva de juros.

Copom cobra coordenação entre política fiscal e monetária

O Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou, na ata de sua reunião de setembro, a necessidade de coordenação entre as políticas fiscal e monetária. O documento foi divulgado nesta terça-feira, 22.

Segundo o colegiado, a política fiscal produz efeitos de curto prazo principalmente por meio do estímulo à demanda agregada. Em uma dimensão estrutural, também pode influenciar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e o prêmio a termo da curva de juros.

O Copom avaliou que uma política fiscal contracíclica, capaz de contribuir para a redução do prêmio de risco, favorece a convergência da inflação à meta. Para o comitê, o enfraquecimento das reformas estruturais e da disciplina fiscal, o aumento do crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública podem elevar a taxa de juros neutra.

Esses fatores, ainda segundo a ata, reduzem a potência da política monetária e aumentam o custo da desinflação em termos de atividade. O colegiado afirmou que “as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas”.

Na semana passada, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,00% para 13,75% ao ano.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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