O Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou, na ata de sua reunião de setembro, a necessidade de coordenação entre as políticas fiscal e monetária. O documento foi divulgado nesta terça-feira, 22.
Segundo o colegiado, a política fiscal produz efeitos de curto prazo principalmente por meio do estímulo à demanda agregada. Em uma dimensão estrutural, também pode influenciar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e o prêmio a termo da curva de juros.
O Copom avaliou que uma política fiscal contracíclica, capaz de contribuir para a redução do prêmio de risco, favorece a convergência da inflação à meta. Para o comitê, o enfraquecimento das reformas estruturais e da disciplina fiscal, o aumento do crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública podem elevar a taxa de juros neutra.
Esses fatores, ainda segundo a ata, reduzem a potência da política monetária e aumentam o custo da desinflação em termos de atividade. O colegiado afirmou que “as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas”.
Na semana passada, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,00% para 13,75% ao ano.




