São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Argentina abre investigação contra 45 empresas ligadas a petróleo nas Malvinas

Governo de Javier Milei mira operações no projeto Sea Lion, que prevê produção de petróleo a partir de 2028.

Argentina abre investigação contra 45 empresas ligadas a petróleo nas Malvinas

A Argentina abriu procedimentos contra 45 empresas e entidades relacionadas à exploração e à produção de hidrocarbonetos nas Ilhas Malvinas. A medida foi anunciada pelo governo de Javier Milei em meio à disputa de soberania com o Reino Unido, que controla o arquipélago reivindicado por Buenos Aires.

O processo alcança companhias diretamente envolvidas nos projetos de petróleo, fornecedores e outros participantes das operações. A Presidência argentina também anunciou um projeto de lei para ampliar as sanções contra atividades consideradas ilegais pelo governo nas águas das ilhas.

O principal alvo é o projeto Sea Lion, situado a cerca de 220 quilômetros ao norte do arquipélago. O empreendimento é desenvolvido pela britânica Rockhopper Exploration e pela israelense Navitas Petroleum. As reservas são estimadas em 1,7 bilhão de barris de petróleo, e o início da produção está previsto para 2028.

As empresas dizem ter licenças válidas para operar e não esperam impacto significativo sobre o cronograma do projeto. A abertura dos procedimentos poderá resultar em punições para as companhias e entidades envolvidas.

Pressão diplomática e resposta britânica

Em pronunciamento nacional na quinta-feira (03/09), Milei afirmou que a exploração ameaça os interesses argentinos. O presidente disse que o país usará instrumentos diplomáticos, econômicos, jurídicos e legais para defender sua reivindicação sobre as Malvinas.

O governo argentino também propôs criar um Conselho de Segurança Nacional e anunciou o reforço da infraestrutura naval e marítima na Terra do Fogo. Milei avalia que a posição recente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode favorecer a reivindicação argentina. Trump afirmou que Washington poderia rever sua neutralidade tradicional sobre a soberania das ilhas e questionou a capacidade atual do Reino Unido de defendê-las militarmente em um novo conflito.

O governo britânico rejeitou a reivindicação argentina e reafirmou seu compromisso com as Malvinas. O secretário de Defesa, Wes Streeting, disse que a declaração de Milei reflete mais a política interna argentina do que a situação do arquipélago. Londres também defende o direito de autodeterminação dos habitantes das ilhas.

Em um referendo de 2013, os moradores votaram quase unanimemente pela permanência sob soberania britânica. A disputa remonta ao século XIX e levou à Guerra das Malvinas, em 1982. O conflito terminou após cerca de dez semanas, com mais de 900 mortos. Quarenta e quatro anos depois, as reservas de petróleo acrescentam uma dimensão econômica ao impasse territorial.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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