São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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GPS Partidário coloca Novo e PL à direita e PSTU e UP à esquerda

Métrica analisou 29 siglas com base em votações, frentes parlamentares, migrações, coligações e doações de campanha.

GPS Partidário coloca Novo e PL à direita e PSTU e UP à esquerda

O Novo aparece como a sigla mais à direita, enquanto o PSTU ocupa a posição mais à esquerda no GPS Partidário 2026. A UP também está no campo mais à esquerda. A régua reúne 29 dos 30 partidos brasileiros e foi atualizada com dados de 2026 e o comportamento recente dos deputados.

A metodologia combina cinco indicadores: votações na Câmara dos Deputados, formação de frentes parlamentares, migração partidária, coligações e doações de campanha. O resultado final é a média dos rankings dessas cinco dimensões, considerando a posição de cada partido na fila, e não os números brutos de cada escala.

Foram analisadas 1.097 votações, 320 frentes parlamentares, 11,2 mil trocas de sigla, 15,6 mil coligações e 1,1 milhão de doadores. O PCO ficou fora por não ter elegido deputado, nunca ter dividido chapa e estar abaixo dos cortes mínimos de trocas e de doadores.

Votações e frentes parlamentares

Na análise das votações, o PT ficou como o partido mais à esquerda. O Avante foi a sigla de centro mais à esquerda, enquanto MDB e PSD aparecem à sua direita na régua final. O cálculo considera as votações de janeiro de 2023 a julho de 2026 e 565 deputados presentes em ao menos 10% delas, incluindo suplentes.

O bloco da esquerda e o centrão votaram com o governo na maior parte das votações, reunindo 423 deputados, contra 142 da oposição. Em 91,5% dos casos, os parlamentares votaram conforme a orientação do líder do partido.

Na posição individual, Julia Zanatta (PL-SC) aparece mais à direita, seguida de Gustavo Gayer (PL-GO). Padre João (PT-MG) ficou na outra ponta, seguido de Lenir de Assis (PT-PR). O Missão não aparece na régua porque tem um deputado, abaixo do piso de três para formar uma posição partidária.

A segunda régua considera as assinaturas em 320 frentes parlamentares. Temas ligados a renda, minorias e ambiente concentram partidos de esquerda; mercado, armas, agro e costumes aparecem mais associados à direita. PSD, Republicanos e União assinam frentes dos dois lados em proporções parecidas.

Migrações, coligações e doações

Desde 2022, 176 candidatos deixaram o PT. Os principais destinos foram PDT, com 23, e PSB, com 22. Do União Brasil saíram 763 candidatos; o PL recebeu 106, seguido por Podemos, com 76, e Republicanos, com 75.

A régua de coligações considera 15.361 chapas municipais de 2024 e 278 chapas majoritárias de 2026. PT e PL quase não formaram chapas juntos, enquanto Novo e PSOL não dividiram nenhuma no período. O PSTU apareceu em 53 chapas, sendo 52 sozinho; a única composição foi com PSOL e Rede.

O indicador de doações usa 1,4 milhão de contribuições das eleições de 2022 e 2024, feitas por 1,1 milhão de CPFs e somando R$ 2,1 bilhões. As doações de 2026 ficaram fora porque os dados ainda são parciais. Entre os 47 mil doadores que financiaram mais de uma sigla, PT e PL tiveram 440 doadores em comum, contra 2.600 previstos pelo sorteio proporcional ao tamanho dos partidos. PSOL e PT tiveram 3.500, ante 560 esperados.

A metodologia não classifica partidos como extrema direita ou extrema esquerda. O GPS mede a proximidade entre as siglas, enquanto a caracterização de extremo exigiria avaliar o uso ou a defesa da violência como método político. Nas cinco réguas, PSOL e PT permanecem à esquerda, PL e Novo à direita, e MDB e PSD no centro.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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