São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Governo sustenta que correção do Bolsa Família não cria novo benefício

AGU afirma ao STF que reajuste de 15,04% atende à previsão legal e não contraria restrições eleitorais.

Governo sustenta que correção do Bolsa Família não cria novo benefício

A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o reajuste de 15,04% do Bolsa Família não institui um novo benefício nem modifica as regras de acesso ao programa. A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (18) ao ministro Gilmar Mendes.

O governo sustenta que o Decreto nº 13.120/2026 apenas atualiza os valores do benefício, conforme previsão da Lei nº 14.601/2023. Por isso, pede que o ministro reconheça a compatibilidade da medida com a Lei Eleitoral.

A discussão ocorre em uma ação apresentada pela Defensoria Pública da União (DPU) em 2020. O pedido original tratava da implementação e da regulamentação do programa de renda básica de cidadania previsto na Lei 10.835/2004. No ano seguinte, o STF considerou a solicitação parcialmente procedente e determinou o pagamento do benefício pelo Executivo a partir de 2022.

Em 2024, Gilmar Mendes avaliou que a ordem judicial havia sido cumprida após a sanção, em 2023, da lei que recriou o Bolsa Família e encerrou o caso. Na última quarta-feira (16), porém, a DPU pediu esclarecimentos sobre o cumprimento da regra que permite a correção periódica dos valores em intervalos de até 24 meses.

Argumento apresentado ao STF

Na quinta-feira (17), o ministro solicitou informações ao governo sobre as providências adotadas. O despacho foi assinado no mesmo dia em que o Executivo publicou o decreto de reajuste.

A AGU declarou que a medida atende ao requerimento da DPU e não representa a criação de benefício ou de categoria adicional de beneficiários. Também afirmou que o decreto não altera os critérios de elegibilidade nem inicia um novo programa social.

“Trata-se, ao contrário, de providência voltada à preservação, no tempo, do cumprimento da ordem injuncional”, diz o documento.

Segundo a AGU, a lei que recriou o Bolsa Família deixou para o governo a definição do mecanismo de reajuste, sem impor índice automático ou exigir a alteração simultânea de todos os parâmetros. O Executivo pediu o reconhecimento de que o decreto respondeu ao questionamento da DPU e respeita a Lei Eleitoral.

A medida também foi questionada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por Renan Santos, candidato do Missão à Presidência. A ação é relatada pelo ministro André Mendonça.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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