São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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LHC recria estado da matéria do Universo com núcleos leves

Experimento com oxigênio-16 e néon-20 reproduziu sinais do plasma de quarks e glúons usando elementos cerca de 10 vezes mais leves que o chumbo.

LHC recria estado da matéria do Universo com núcleos leves

Pesquisadores do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhague e da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN) recriaram, no Grande Colisor de Hádrons (LHC), um estado da matéria que existia no Universo um milionésimo de segundo após o Big Bang. O resultado foi obtido com núcleos de oxigênio-16 e néon-20, elementos mais leves que o chumbo usado tradicionalmente nesses experimentos.

O estudo desafia a ideia de que a reprodução da chamada sopa primordial dependia necessariamente de núcleos pesados. Os isótopos empregados são cerca de 10 vezes mais leves que o chumbo e, mesmo assim, produziram sinais semelhantes aos registrados em colisões com esse elemento, quando acelerados a velocidades próximas à da luz.

O plasma primordial

Nos primeiros momentos do Universo, a matéria não estava organizada como prótons e nêutrons. Quarks e glúons permaneciam livres em um estado extremamente quente e denso chamado Plasma de Quarks e Glúons (QGP). Com a expansão e o resfriamento do Universo, essas partículas começaram a se unir e formaram estruturas maiores.

O QGP dura apenas instantes e não pode ser observado diretamente. Por isso, os pesquisadores analisam o padrão de movimentos deixado pelos núcleos depois que o plasma esfria. O experimento identificou uma sombra geométrica associada ao formato dos elementos: o oxigênio-16 produziu um rastro arredondado, enquanto o néon apresentou um formato alongado.

Durante a fase quente, o QGP se comporta e se expande como um fluido. Depois do resfriamento, volta a assumir a forma de partículas. Para You Zhou, professor associado do Instituto Niels Bohr, a equipe chegou ao limite de criação do QGP com os menores e mais leves elementos possíveis.

O resultado pode ajudar a investigar como a matéria passa de um estado estável para o QGP e como a geometria dos núcleos influencia esse processo. O próximo passo previsto é repetir o procedimento com elementos ainda mais leves, como hélio-4, para determinar o limite mínimo necessário à formação do plasma.

A pesquisa foi publicada em 17 de agosto de 2026 na Physical Review Letters, no volume 137, sob o título Evidence of Nuclear Geometry-Driven Anisotropic Flow in O+O and Ne+Ne Collisions at √𝑠NN=5.36 TeV. O trabalho reúne pesquisadores ligados ao Experimento ALICE, do LHC, dedicado ao estudo das condições do Universo logo após seu nascimento.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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