A China avalia autorizar Alibaba e ByteDance a comprar GPUs gamer de alta performance da Nvidia. Esses produtos estavam proibidos, e a possível liberação teria como objetivo apoiar o desenvolvimento local de soluções de Inteligência Artificial (IA).
O governo chinês quer conhecer os planos das empresas para usar os chips em servidores e acelerar modelos nacionais de alta demanda, como o Qwen. Alibaba e ByteDance, dona do Douyin e do TikTok fora dos EUA, estão entre os parceiros comerciais da Nvidia no país.
A relação da companhia com a China foi afetada por restrições impostas pelos EUA durante o governo de Joe Biden. As medidas limitaram a venda de chips e equipamentos estratégicos e também atingiram a holandesa ASML. A Nvidia tentou oferecer ao mercado chinês versões menos potentes de suas GPUs, mas esses produtos também foram barrados.
Com o retorno de Donald Trump à Casa Branca, as restrições foram mantidas inicialmente. Depois, o governo americano emitiu licenças para a venda de produtos específicos. As limitações sobre a H200 foram retiradas após a aproximação entre Trump e o CEO da Nvidia, Jensen Huang. No início de 2025, Huang teria pago US$ 1 milhão por um jantar com o presidente em Mar-a-Lago.
A China também proibiu empresas locais de negociar com a Nvidia e estimulou o uso de componentes da Huawei e da fabricante de chips SMIC. As restrições a terras raras foram apresentadas no texto como outra forma de pressionar a empresa e os EUA.
Estratégia da Nvidia
A Nvidia se tornou a empresa mais valiosa do mundo após apostar na tecnologia CUDA, voltada à computação paralela. As GPUs gamer representam menos de 8% de seu capital, enquanto a demanda por chips para servidores e aplicações de IA ganhou relevância.
A AMD usa principalmente força bruta em suas soluções e desembolsou US$ 8,2 bilhões (~R$ 42,9 bilhões, cotação de 29/09/2026) para comprar a World Labs, da professora Fei-Fei Li.
Para Andrew Yoon, pesquisador da CivAI, “A Nvidia é a empresa mais agressiva (do mercado de IA); para ela, tudo o que importa é 'vamos fazer mais dinheiro'.” O pesquisador deu a declaração à CNBC.



