O Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar em momentos diferentes os processos que envolvem Alexandre de Moraes e André Mendonça. O presidente da Corte, Edson Fachin, rejeitou o pedido de Moraes para reunir os casos.
A sessão extraordinária sobre as mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro está mantida para terça-feira (15), a partir das 10h. Já o pedido de investigação contra Mendonça foi marcado para 23 de setembro.
Fachin afirmou que os procedimentos têm objetos distintos e estão em fases processuais diferentes. A Petição 16.704, relacionada às acusações contra Mendonça, ainda aguarda manifestações e informações solicitadas pela Presidência do STF. Para o ministro, o caso ainda não reúne elementos suficientes para ser levado ao plenário.
Mensagens e questionamentos
A reunião de terça-feira vai examinar um relatório da Polícia Federal que identificou mais de 50 mensagens enviadas por Vorcaro a um número de telefone que, segundo a investigação, seria usado por Moraes. O material foi produzido nas apurações relacionadas ao Banco Master e se tornou público após ter sido elaborado a pedido de Mendonça.
Moraes argumentou que a tramitação separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual. Também afirmou que a análise apenas do processo relacionado a ele impediria uma avaliação completa dos fatos pelos ministros. Fachin decidiu manter em pauta somente a Petição 16.662.
Em manifestação de 44 páginas, enviada na madrugada desta terça-feira, Moraes negou irregularidades e classificou como inconstitucional e ilegal o relatório sobre as supostas mensagens. Ele afirmou que, das 52 notas encontradas no celular de Vorcaro, 47 não foram localizadas nas conversas de WhatsApp interceptadas.
O ministro questionou ainda a divulgação de documentos da investigação. Segundo Moraes, cerca de 180 peças e arquivos continuaram sob sigilo. Ele também negou ter atuado em causas para o Banco Master ou Daniel Vorcaro e defendeu a atuação profissional da esposa e dos filhos.
Ao final da manifestação, Moraes citou tentativa de vingança e motivação político-eleitoral ligadas ao julgamento sobre tentativa de golpe de Estado, no qual foi relator. A disputa ocorre durante investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e possíveis ramificações políticas, incluindo o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.



