São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Moraes defende análise conjunta de casos ligados a Mendonça e ao Banco Master

Ministro votou contra a separação dos procedimentos e questionou a participação de Mendonça no exame das mensagens de Daniel Vorcaro.

Moraes defende análise conjunta de casos ligados a Mendonça e ao Banco Master

Alexandre de Moraes votou nesta terça-feira (15) pela análise conjunta dos casos relacionados ao seu nome e à atuação de André Mendonça nas investigações sobre o Banco Master. A posição diverge do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que defendeu o exame separado dos procedimentos.

Moraes participou da questão de ordem mesmo sendo potencial alvo de uma apuração. A decisão pode alterar o andamento da sessão e adiar a definição sobre o material localizado no celular de Daniel Vorcaro.

Ao justificar seu voto, o ministro afirmou que as duas discussões estão diretamente relacionadas. “Não há razão para que os julgamentos não sejam conjuntos. Uma anula a outra. Uma afasta a outra”, disse. Ele também questionou se Mendonça poderia participar de uma futura análise do mérito das mensagens atribuídas a Vorcaro, diante das acusações sobre a condução do procedimento.

Moraes afirmou que os integrantes do STF não tiveram “tempo hábil” para examinar as 51 mensagens. Segundo o ministro, o recebimento dos dados brutos extraídos do celular do ex-banqueiro aumentou o volume de informações a ser analisado antes de uma decisão do plenário.

Limites da decisão

Outro ponto levantado por Moraes envolve o alcance da decisão do Supremo nesta etapa. Para ele, o plenário deve decidir sobre a validade do relatório produzido pela Polícia Federal. Se o documento não for anulado, a Corte não deveria determinar diretamente a abertura de inquérito. A petição teria de ser encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidiria se pediria ou não uma investigação.

Moraes ficou ao lado de Flávio Dino e Cristiano Zanin na divergência em relação a Fachin. Gilmar Mendes apresentou a questão de ordem pela reunião dos casos. Fachin votou para manter os procedimentos separados, com a análise inicial do caso ligado a Moraes e, depois, dos questionamentos sobre Mendonça.

Se a análise conjunta prevalecer, o Supremo deverá examinar primeiro as acusações de irregularidades na condução do caso por Mendonça e, depois, as possíveis consequências do relatório da Polícia Federal envolvendo Moraes.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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