São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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STF apura conduta de Moro em investigações na 13ª Vara de Curitiba

Documentos e gravações estão sob análise após denúncias sobre diligências conduzidas quando Moro era juiz federal.

STF apura conduta de Moro em investigações na 13ª Vara de Curitiba
Foto: Divulgação/Victor Coutant

O ministro Dias Toffoli autorizou, em dezembro de 2025, uma operação de busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba, onde Sergio Moro atuou como juiz. A Polícia Federal cumpriu a medida após a unidade não enviar ao Supremo documentos e mídias solicitados reiteradamente. O material buscado está relacionado a denúncias feitas pelo empresário e político Tony Garcia, antigo colaborador de Moro e do Ministério Público Federal (MPF).

Moro, candidato a governador do Paraná que lidera as pesquisas, passou 22 anos na magistratura. Parte de sua trajetória política foi construída sobre a atuação na Operação Lava Jato, quando comandou a 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba, posteriormente denominada 13ª Vara Federal de Curitiba. A unidade também concentrou processos do Caso Banestado, da Operação Farol da Colina e da Operação Agro-Fantasma.

Garcia foi preso por ordem de Moro durante uma investigação sobre o Consórcio Garibaldi. Em 2004, firmou um acordo de colaboração premiada conduzido pelo então juiz. O empresário afirmou depois ter atuado como uma espécie de agente infiltrado de Moro e do MPF, além dos fatos previstos no acordo.

Investigação no STF

As acusações vieram a público em março de 2021, quando Garcia foi ouvido pela então titular da 13ª Vara, Gabriela Hardt, e por uma representante do MPF. Hardt substituiu Moro após sua saída da magistratura para a política.

O caso ganhou impulso em 2023, com a chegada de Eduardo Appio ao comando da Vara. A apuração passou a envolver a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal. Toffoli determinou a obtenção de processos, documentos, mídias e arquivos relativos a 18 ações que tramitaram na unidade.

O material ainda é analisado para determinar o que ocorreu e quais denúncias têm respaldo documental. Entre os arquivos localizados estão transcrições de escutas envolvendo desembargadores do TRF-4 e políticos com foro privilegiado. Parte das gravações contra desembargadores teria sido feita pelo advogado Sérgio Costa, outro colaborador da Vara.

Defesa de Moro

Moro nega ter cometido ilegalidades. Em outubro de 2023, afirmou que “nunca autorizou gravação ou medida investigatória contra magistrados” da Justiça Federal, do TRF-4 ou do STJ. Também disse não ter tido acesso aos autos do inquérito e classificou os relatos como “fantasiosos”.

O senador sustenta que as investigações realizadas entre 2004 e 2006 seguiam as práticas e a jurisprudência vigentes naquele período. A apuração ainda deve esclarecer a extensão das diligências de Garcia, quem determinou cada medida, quais autoridades foram monitoradas e o destino do material produzido. Também será analisado se as decisões de Moro estavam dentro de sua competência e se houve irregularidades na produção, no armazenamento ou no uso das gravações e relatórios.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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