O primeiro debate entre os candidatos ao governo do Paraná foi marcado por confrontos diretos e acusações entre Sergio Moro (PL), Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT). Organizado pela RPC, o encontro ocorreu na noite desta terça-feira (29 de setembro), cinco dias antes do primeiro turno das eleições.
O programa foi dividido em quatro blocos. Nos três primeiros, os candidatos fizeram perguntas entre si, com tema livre e embate direto. O último foi reservado às considerações finais.
Moro abriu o debate acusando Sandro Alex de contribuir para o suposto “baixo nível” de uma campanha agressiva. Também associou os adversários a Lula e defendeu sua própria candidatura em conjunto com a de Flávio Bolsonaro. Em seguida, propôs a Sandro Alex que nenhum dos dois citasse Lula ou Ratinho Junior.
Sandro Alex respondeu mencionando o convite de Moro a Rafael Greca para sua chapa e afirmou que teria sido preterido. Também acusou Moro de trair Flávio Bolsonaro e de tentar dar um golpe contra Jair Bolsonaro. O candidato do PL negou ter votado a favor da indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal.
Requião Filho chamou o confronto de “ringue divertidíssimo” e ironizou Sandro Alex por esquecer parte de sua fala. Em outro momento, discutiu com Moro o combate à violência contra a mulher. Moro prometeu prender feminicidas em um presídio estadual de segurança máxima, enquanto Requião Filho mencionou declarações atribuídas a Flávio e Jair Bolsonaro sobre mulheres.
No segundo bloco, Requião Filho citou críticas anteriores de Moro a Flávio e Jair Bolsonaro e mencionou Valdemar da Costa Neto, líder do PL. Moro respondeu falando de Carlos Lupi, presidente do PDT e ex-ministro da Previdência Social, que deixou o cargo após a revelação de descontos ilegais e fraudes em aposentadorias e pensões do INSS.
O Banco Master também entrou no debate. Moro questionou Sandro Alex sobre a Resolução 12.057, de 2021, que autorizou o CredCesta no Paraná, e sobre a atuação do banco e de Vorcaro no estado. Sandro Alex respondeu citando Filipe Barros, candidato ao Senado, que apresentou projeto para elevar o limite de saque do FGC de R$250 mil para R$1 milhão.
No encerramento dos embates, Moro e Requião Filho discutiram a Copel e a Sanepar. Os dois criticaram especialmente a privatização da Copel e passaram a apresentar propostas, sem grandes divergências no trecho final.



