São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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STF amplia sigilo do caso Master, mas mantém disputa entre ministros

Documentos confirmam Flávio Bolsonaro como investigado por negociações para financiar filme sobre Jair Bolsonaro.

STF amplia sigilo do caso Master, mas mantém disputa entre ministros

A divulgação de documentos do caso Banco Master ampliou o embate entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). André Mendonça tornou públicos inicialmente 15 procedimentos e, após determinação de Edson Fachin, liberou 38 investigações relacionadas a fraudes atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ainda não se sabe quantos inquéritos integram o caso ao todo.

A documentação confirmou que Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, é investigado por sua atuação nas negociações para que Vorcaro financiasse o filme “Dark Horse”, sobre seu pai, Jair Bolsonaro. A Polícia Federal apura possível lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e delitos relacionados.

Segundo a PF, Flávio era “interlocutor direto” de Vorcaro e fez “reiteradas cobranças” para que o ex-banqueiro investisse na produção. O senador negociou financiamento de pelo menos US$ 24 milhões, dos quais ao menos US$ 12,3 milhões foram efetivamente pagos. A suspeita é de que parte dos recursos tenha bancado a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Flávio defendeu a divulgação integral dos documentos e afirmou: “Para mim, a melhor coisa que pode acontecer é a transparência total sobre esse assunto.”

Disputa no Supremo

A liberação parcial dos dados provocou críticas de ministros. Alexandre de Moraes acusou Mendonça de escolher “subjetivamente o levantamento do sigilo” e manter confidenciais ao menos 180 documentos. Entre os materiais divulgados está o contrato entre Vorcaro e Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes.

Fachin fixou prazo de 24 horas para Mendonça liberar o restante do material. A decisão ocorreu após pedido da Procuradoria-Geral da República. Cristiano Zanin também pediu acesso ao conteúdo bruto do celular de Vorcaro, mas teve a solicitação rejeitada e voltou a apresentá-la.

O plenário do STF marcou para terça (15) o julgamento sobre as conversas entre Moraes e Vorcaro. Gilmar Mendes pediu que Fachin assuma a investigação contra Mendonça e sugeriu o adiamento da análise.

Os documentos também apontam que Vorcaro pagou viagens e jantares internacionais para servidores do Banco Central. A PF afirma ainda que ele recebeu informações antecipadas sobre a operação que levou à sua prisão, em 17 de novembro de 2025, quando tentava embarcar para Malta.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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