São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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STF abre inquérito para investigar Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse

Apuração autorizada por André Mendonça mira suspeitas sobre recursos para o filme de R$ 61 milhões sobre Jair Bolsonaro.

STF abre inquérito para investigar Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em supostos crimes relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e recebeu o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Flávio passou a ser investigado em 22 de julho, no inquérito que apura recursos destinados à produção, orçada em R$ 61 milhões.

O dinheiro teria sido repassado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do antigo Banco Master. A suspeita é de que a liberação tenha ocorrido a pedido do senador. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também é alvo das apurações e é apontado como possível recebedor de parte dos recursos.

A PF pediu a abertura de uma investigação sigilosa para apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados. O procedimento foi vinculado ao inquérito que trata do caso envolvendo o Banco Master.

Temor de prisão

Flávio Bolsonaro também teria se preparado para a Operação Make Up, deflagrada pela PF na quinta-feira (10/09). A ação mirou o deputado Mário Frias (PL-SP) e Karina Gama, dona da produtora GoUP, ligada à produção de Dark Horse.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, e apura o uso de emendas parlamentares para direcionar recursos públicos a empresas ligadas a Karina Gama, com possível relação com o financiamento do filme.

Aliados disseram que a campanha de Flávio aguardava a operação e considerava provável uma busca e apreensão. Também havia temor de prisão. Advogados teriam sido contratados e permaneciam de prontidão para atuar imediatamente, caso necessário.

A decisão de Flávio Dino relaciona emendas indicadas por Mário Frias à empresária Karina Gama e o inquérito relatado por André Mendonça sobre Flávio Bolsonaro. O ponto de conexão entre as apurações é a produção de Dark Horse, presente nos dois casos.

O gabinete de Mendonça já teria conhecimento da decisão sobre a operação desde 3 de setembro. Na avaliação de Dino, Mário Frias aparece como agente central de uma organização investigada por captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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