São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PF ainda não avaliou contrato que levou R$ 33 milhões a escritório de Dalide

Documentos do BRB registram pagamentos do Banco Master ao escritório da advogada em 2024; investigação não analisou a legalidade do contrato.

PF ainda não avaliou contrato que levou R$ 33 milhões a escritório de Dalide

A Polícia Federal ainda não fez diligências sobre o contrato entre o Banco Master e o escritório da advogada Dalide Barbosa Alves Corrêa. Por isso, não produziu avaliação sobre a legalidade dos serviços. Os diálogos encontrados também não citam Gilmar Mendes nem outros ministros do Supremo Tribunal Federal, que não foram alvo de investigação na Operação Compliance Zero.

Documentos de uma auditoria interna do Banco Regional de Brasília (BRB) registram que o escritório recebeu R$ 33 milhões do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em 2024. Os mesmos registros mencionam R$ 40 milhões pagos, no mesmo ano, ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Em conversas obtidas pela PF, o diretor financeiro do Master, Ângelo Ribeiro, orientou Alberto Félix, superintendente executivo de Tesouraria, a fazer o pagamento ao escritório de Dalide. Ribeiro classificou a contratação como um “canal direto com o STF”, sem explicar o significado da expressão.

A assessoria da advogada negou atuação para o banco no Supremo. “jamais atuou para o Master no STF nem procurou ministros da Corte para tratar de assuntos relativos ao banco”, afirmou. A defesa disse que o trabalho ficou limitado a processos judiciais assumidos pelo Master após a compra de créditos de outras empresas e que a atuação ocorreu apenas em primeira e segunda instâncias.

Trajetória profissional

Dalide tem 67 anos, nasceu em Cansanção, no interior da Bahia, e se formou em Direito pelo Centro Universitário de Brasília. Também concluiu pós-graduação em Direito Tributário, Direito Constitucional e Direito Processual Civil no Instituto Brasileiro de Direito Processual.

No fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000, foi diretora jurídica da Caixa Econômica Federal. Depois, atuou na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, na Agência Nacional de Aviação Civil e no STF. Em 2010, abriu o escritório Alves Corrêa & Veríssimo Advocacia, em Brasília, e passou a ser sua advogada-sócia administradora.

Naquele ano, assumiu ainda a diretoria-geral do Instituto Brasiliense de Direito Público, fundado por Gilmar Mendes, e permaneceu no cargo por sete anos. Os dois se conheceram quando ele era advogado-geral da União e ela trabalhava na Caixa. O afastamento ocorreu em 2017, após desentendimentos sobre a gestão da instituição. Mendes afirmou a interlocutores que não mantém relação de proximidade com a advogada.

Em 2022, Dalide foi suplente na chapa de João Campos ao Senado por Goiás, pelo Republicanos, mas não foi eleita. Naquele período, declarou R$ 88,5 milhões em bens.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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