A renda média mensal de trabalhadores com deficiência foi de R$ 2.053 em 2022, equivalente a cerca de 71% do valor recebido por profissionais sem deficiência, cuja média ficou em R$ 2.890. Nos domicílios com pessoas com deficiência, o rendimento familiar médio foi de R$ 3.626 por mês, contra R$ 4.748 nas famílias sem esse grupo.
Os dados fazem parte do estudo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2022, o país tinha 14,407 milhões de pessoas com deficiência, ou 7,3% da população com 2 anos ou mais de idade.
Na composição desse grupo, as pessoas com dificuldade de enxergar eram maioria, com 7,948 milhões. Depois apareciam aquelas com dificuldade de caminhar ou subir degraus, com 5,173 milhões. O levantamento também registrou 2,727 milhões de pessoas com dificuldade para pegar objetos pequenos, 2,689 milhões com limitações associadas às funções mentais e 2,555 milhões com dificuldade de ouvir. Outras 3,966 milhões tinham duas ou mais dificuldades associadas.
Ocupação varia conforme a limitação
A taxa de ocupação entre pessoas com deficiência foi de 29%, ante 55,8% entre aquelas sem deficiência. A diferença chegou a 26,8 pontos porcentuais.
O indicador oscilou conforme a intensidade da limitação: ficou em 21,2% entre pessoas com deficiência profunda e em 30,5% entre aquelas com deficiência severa. O menor nível foi registrado entre pessoas com dificuldades associadas às funções mentais, com 12,9%. Entre as pessoas com dificuldade de enxergar, a taxa alcançou 35,9%.
Diferenças entre grupos
Mulheres com deficiência apresentaram nível de ocupação de 24,4%, abaixo dos homens com deficiência, com 35,4%, e das mulheres sem deficiência, com 47,0%. Entre mulheres que viviam em domicílios com crianças com deficiência, o índice foi de 43,1%, enquanto chegou a 55,2% nos domicílios com crianças sem deficiência.
No recorte por cor, 25,6% das mulheres pretas ou pardas com deficiência estavam ocupadas, contra 22,7% das brancas. Entre os homens, os percentuais foram de 36,0% e 34,6%, respectivamente.
O IBGE considera pessoa com deficiência quem tem muita dificuldade ou não consegue realizar, de modo algum, ao menos uma das funções investigadas.



