São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Após MP, 1 689 novos sites ilegais de apostas são identificados

Monitoramento registrou 17.651 sites clandestinos, incluindo páginas que usavam marcas autorizadas pelo Ministério da Fazenda.

Após MP, 1 689 novos sites ilegais de apostas são identificados
Foto: Agência Brasília

O dia seguinte à assinatura da Medida Provisória que proíbe o funcionamento das bets no Brasil registrou 1 689 novos sites de apostas ilegais. O levantamento é feito por um serviço mantido por empresas que eram legalizadas para monitorar plataformas clandestinas.

Com os novos endereços, a lista de sites que não deveriam estar funcionando chegou a 17.651. Na sexta-feira, 25, o governo informou ter derrubado 70 mil sites.

Entre 28 de agosto e 23 de setembro, o maior número de novas páginas identificadas em um único dia havia sido 540, em 21. O volume atingiu o pico na quinta-feira, 24, véspera do anúncio da medida, com 2.317 novos sites.

Entre as páginas clandestinas, foram identificadas cópias de marcas autorizadas pelo Ministério da Fazenda, como H2bet, Vaidebet e Novibet. As empresas autorizadas devem usar o domínio .bet br; os endereços irregulares adotam terminações como .games, .site ou .top.

O site falso da H2bet exibia um selo de “autorizado pelo Ministério da Fazenda” e informava ser operado pela Ana Gaming Brasil S/A, empresa proprietária de outras marcas, entre elas a 7K Bet. A H2bet não se manifestou, e não foi localizado representante da Novibet.

Marcas e links ilegais

Daniel Sitônio, diretor jurídico da Vaidebet, afirmou que o uso do nome da empresa fora do domínio autorizado “caracteriza puro oportunismo por parte de operadores irregulares”. Segundo ele, a medida criou um contexto favorável para a atração de clientes ao mercado ilegal.

O monitoramento identificou cerca de 4 mil novos sites entre quinta e sábado. Uma única marca de apostas ilegais concentrava 238 links diferentes.

As plataformas clandestinas funcionam sem controles básicos de acesso e proteção ao consumidor e não recolhem tributos. Os cadastros podem ser precários e não exigir confirmação da idade dos jogadores.

Influenciadores com milhares de seguidores continuaram divulgando links ilegais. Uma influenciadora com mais de 200 mil seguidores publicou uma mensagem dizendo que trabalhava com casas chinesas e que continuaria normalmente.

Para Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), o crescimento das plataformas ilegais era esperado. Ele afirmou que a medida atingiu empresas legalizadas, que recolhiam impostos, eram fiscalizadas e precisavam adotar mecanismos de controle e proteção de crianças e adolescentes.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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