RIO DE JANEIRO — O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu que a integração produtiva entre países latino-americanos ajude a sustentar a diplomacia, a estabilidade e a paz. Para ele, o Brasil deve ampliar a produção de bens com maior valor agregado e preservar a autonomia regional para tomar decisões.
Durante um debate na sede do banco, na região central do Rio, Mercadante relacionou o tema às consequências do tarifaço, que chegou a 50% e provocou perdas de 15% das exportações brasileiras para os EUA. Ele afirmou que parte das reações no Brasil acabou associada a símbolos políticos dos Estados Unidos, como o boné do MAGA, slogan ligado a Donald Trump.
“Você não pode perder a noção do que é o interesse nacional, do que é a soberania da região”, disse o presidente do BNDES. Segundo Mercadante, a cooperação regional pode avançar em Defesa, com aeronaves e submarinos; energia, especialmente biocombustíveis; e infraestrutura, com estradas e ferrovias. Esses setores, afirmou, dão suporte ao comércio e ao turismo regional.
Estudos do BNDES
Mercadante também disse que o novo centro de estudos do BNDES vai analisar a gestão no futebol. Ele classificou o esporte como um ativo, um soft power e uma identidade cultural, e defendeu investimentos para recuperar esse patrimônio com regras de governança dos times.
Ao criticar a extrema direita brasileira, o presidente do banco afirmou que esse campo não apresenta uma visão de integração regional. Em outra referência, disse que há pessoas na América Latina que consideram a motosserra um símbolo, enquanto o BNDES defende o restauro.




