O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, citou a religião do vice, Alfredo Gaspar, e do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para rebater acusações de preconceito contra católicos. Evangélico, Flávio afirmou que não teria escolhido um católico para sua chapa se tivesse resistência à religião.
“Meu vice, Alfredo Gaspar, é católico fervoroso. Meu pai também é católico”, disse Flávio durante entrevista ao SantoFlow Podcast nesta segunda-feira, 28. Na sequência, afirmou: “Se eu tivesse algum preconceito, não teria escolhido um vice católico”.
A declaração ocorreu em meio à repercussão da informação de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Flávio negou novamente ter defendido a medida e atribuiu a adversários políticos a disseminação da informação. Durante a entrevista, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida ficou à sua frente.
Religião na campanha
Flávio também foi questionado sobre uma declaração anterior de que, se eleito, seu primeiro ato seria decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo. A assessoria afirmou que a fala se refere a uma oração durante a cerimônia de posse, e não à edição de um decreto.
De acordo com a assessoria, o candidato fará uma oração antes de ler o termo de posse, entregando o Brasil nas mãos de Jesus. A explicação veio após questionamentos sobre a relação entre a proposta e o caráter laico do Estado brasileiro.
O senador frequenta a Igreja Batista e tem participado de cultos, eventos evangélicos e encontros com lideranças religiosas. Alfredo Gaspar, deputado federal por Alagoas, foi anunciado em agosto como candidato a vice na chapa.
Flávio responsabilizou o PT pela polarização política no País e acusou o partido de tentar criar uma divisão entre católicos e evangélicos. O candidato disse que não pretende retirar o título de Nossa Senhora Aparecida e classificou a controvérsia como uma narrativa mentirosa.
Jair Bolsonaro declarou-se católico ao longo da trajetória política, embora tenha mantido aproximação com lideranças e eleitores evangélicos. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, é evangélica. Flávio também afirmou que sua candidatura representa a continuidade do legado do pai, mas com uma postura diferente.




