O presidente Lula afirmou, durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que o Brasil continuará pesquisando o potencial de novas reservas de petróleo, incluindo a margem equatorial. A declaração ocorreu nesta terça-feira (22), em um trecho do discurso dedicado ao meio ambiente e à redução das emissões de gases-estufa.
“Conquistamos nossa autossuficiência em petróleo e seguiremos pesquisando o potencial de novas reservas, como a da margem equatorial. Não renunciaremos à agenda ambiental”, disse Lula.
A possibilidade de pesquisa e exploração de petróleo na margem equatorial atravessa o governo Lula desde antes da atual gestão. Pesquisadores e ambientalistas demonstram preocupação com a atividade na região, considerada ambientalmente sensível e submetida a um processo de licenciamento ambiental.
Lula também afirmou que o Brasil pode combinar desenvolvimento econômico e redução de emissões. No discurso, mencionou o Mapa do Caminho, plano destinado a indicar como os países podem avançar para o fim dos combustíveis fósseis e reduzir a dependência dessas fontes.
O presidente citou ainda a redução do desmatamento durante seu governo e mencionou Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo, à frente do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. “A floresta vale mais em pé do que destruída”, afirmou. Lula também disse que o desmatamento continuará sendo reduzido e citou o TFFF, o Fundo Floresta Tropical para Sempre.
Na parte ambiental do discurso, Lula afirmou que o Brasil tem autoridade moral para rejeitar medidas protecionistas apresentadas como defesa ambiental. Neste ano, os Estados Unidos impuseram taxas ao Brasil e mencionaram o desmatamento entre as motivações.
O presidente também falou sobre minerais críticos e terras raras. Segundo Lula, os recursos naturais pertencem ao povo brasileiro e devem ser explorados em benefício dele, com geração de valor no território, transferência de tecnologia e fornecimento para setores estratégicos nacionais.



