São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Portarias definem áreas de recarga hídrica no Cerrado após queda dos alertas

Medidas foram anunciadas no mesmo dia em que o Inpe registrou recuo de 18,9% no desmatamento do bioma em agosto.

Portarias definem áreas de recarga hídrica no Cerrado após queda dos alertas

O Ministério do Meio Ambiente criou as Áreas Prioritárias de Recarga Hídrica no Bioma Cerrado (Aprhic), que vão indicar regiões para concentrar ações de conservação e restauração. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (11), junto com uma portaria que regulamenta modalidades de pagamento por serviços ambientais.

A nova definição considera o papel das áreas de recarga para a manutenção dos recursos hídricos e da segurança hídrica, especialmente durante períodos de seca, segundo Yuri Salmona, diretor executivo do Instituto Cerrados. Ele afirmou que a iniciativa transforma conhecimento científico em orientação para políticas públicas e pode melhorar a organização de investimentos.

Também foi lançada uma plataforma para permitir a visualização das áreas prioritárias. A ferramenta está disponível em https://aprhc.cerrados.org/ e, conforme Salmona, reúne dados científicos para apoiar decisões de gestores públicos, órgãos ambientais, comitês de bacia e sociedade civil.

Desmatamento em agosto

Os alertas de desmatamento no Cerrado recuaram 18,9% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), do Inpe. A perda de vegetação nativa caiu de 294 quilômetros quadrados para 238 quilômetros quadrados.

O resultado foi o segundo melhor para o bioma em um mês de agosto desde o início da série histórica, em 2018. Cláudio de Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e demais Biomas do Inpe, disse que a redução também aparece na avaliação trimestral e vem ocorrendo com certa constância nos últimos três anos.

Na Amazônia, porém, a área desmatada aumentou 12,1% em agosto, de 319 km² no ano passado para 358 km² em 2026. No trimestre de junho a agosto, o resultado ficou abaixo do registrado no ano passado e foi o segundo melhor para o período na série histórica.

Almeida afirmou que o aumento mensal exige atenção, embora o resultado trimestral ainda indique tendência de queda. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, disse que a alta ficou concentrada no Pará, onde foram encerradas ações de apoio da polícia aos órgãos de fiscalização ambiental. Segundo ele, o governo federal está reorganizando a atuação para reverter as regiões que registraram aumento.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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