NOVA YORK — O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discursará nesta quarta-feira (23) na Assembleia Geral da ONU, em um pronunciamento acompanhado de perto pela comunidade internacional. Ele prometeu “defender firmemente” as posições iranianas na organização.
A fala ocorrerá um dia depois de Donald Trump anunciar a retomada do diálogo com Teerã, em uma tentativa de pôr fim à guerra após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Até o momento, o governo Trump não chegou a um acordo com a República Islâmica.
O conflito também ampliou as tensões no Oriente Médio e se concentrou no bloqueio do Estreito de Ormuz, imposto por Teerã. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, transmitiu ao enviado americano Steve Witkoff as condições do país para a reabertura da passagem, segundo a emissora estatal Irib.
Witkoff afirmou posteriormente que autoridades iranianas e americanas mantiveram conversas indiretas por meio de intermediários durante boa parte do dia, à margem da Assembleia Geral. Pezeshkian chegou a Nova York na terça-feira, após o encontro entre Witkoff e Araghchi.
Inteligência artificial e outros conflitos
Os riscos da inteligência artificial para a segurança global serão outro tema central da agenda. Uma reunião do Conselho de Segurança está marcada para as 15h00 (16h00 no horário de Brasília), com Sam Altman, Dario Amodei e Clément Delangue, da Hugging Face.
Trump disse em seu discurso na ONU que poderia mandar o Irã “para o inferno” se não houver um acordo. Mais tarde, em outra reunião com líderes do Oriente Médio, afirmou: “Espero que tomem as decisões certas antes que seja tarde demais”.
A guerra da Rússia contra a Ucrânia também será discutida. O Conselho de Segurança tem uma reunião prevista para as 11h00 (12h00 em Brasília), enquanto o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, discursará à tarde.
Os ministros das Relações Exteriores dos Estados Unidos e da Rússia, Marco Rubio e Serguei Lavrov, têm uma reunião marcada para a manhã. As repercussões econômicas do conflito também permanecem no centro das tensões, com o apoio iraniano aos houthis no Mar Vermelho e o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, apontado como uma via crucial para o fluxo de hidrocarbonetos. O movimento provocou nova alta nos preços do petróleo.



