São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula mira idosos contra abstenção; Flávio aposta em voto útil e debate

Campanhas tentam mobilizar eleitores na reta final, com foco nos idosos e no voto de candidatos de direita sem chance de segundo turno.

Lula mira idosos contra abstenção; Flávio aposta em voto útil e debate

Lula concentra a mobilização da reta final do primeiro turno nos eleitores idosos, especialmente aqueles com 70 anos ou mais, para reduzir a abstenção. Flávio Bolsonaro, por sua vez, aposta no voto útil para atrair apoiadores de outros candidatos da direita e pretende usar o debate da TV Globo desta quinta-feira (30) para alcançar indecisos.

A preocupação da campanha petista é que os eleitores com mais de 70 anos não são obrigados a votar e apresentam maior índice de abstenção. Esse grupo também apoia Lula em proporção superior à do eleitorado geral, o que faz da participação nas urnas um ponto estratégico para a disputa.

Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (28) indica que Lula tem 40% das intenções de voto entre eleitores com 60 anos ou mais, contra 32% de Flávio. No público geral, os percentuais são de 39% e 34%, respectivamente. A margem de erro é de 2 pontos no resultado geral e de 5 pontos no recorte por idade.

Em 2022, a abstenção foi de 20,3% entre todos os eleitores e chegou a 39% na faixa de 70 a 74 anos. O percentual aumentou nos grupos de idade mais avançada. Dados agregados de duas pesquisas Datafolha feitas em agosto e setembro também apontaram maior preferência por Lula entre eleitores com mais de 70 anos.

Lula tem pedido que os idosos compareçam à votação de domingo (4). “Se não quer votar por você, vote pelo seu neto, vote pelos seus filhos, vote pelo Brasil”, afirmou em Fortaleza na terça-feira (29). Aliados avaliam que a possibilidade de usar a participação na eleição como prova de vida perante o INSS pode estimular o comparecimento. A votação passou a ser aceita para essa finalidade por uma portaria de 2022.

Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo de Lula e ex-presidente da Petrobras, afirmou que os eleitores mais velhos já viveram a experiência do governo Bolsonaro, mas costumam votar menos. “Principalmente com 70 anos ou mais, [o eleitor] não tem obrigação de votar e já está meio cansado”, disse.

A campanha também prepara eventos para mobilizar moradores das periferias de grandes cidades. Em regiões do interior onde Lula é popular, especialmente no Nordeste, o esforço deverá envolver os candidatos a governador Jerônimo Rodrigues, Rafael Fonteles e Elmano de Freitas. A rede Porta Vozes de Lula reúne mais de 40 mil integrantes com mais de 60 anos, segundo a campanha.

Estratégia de Flávio

A campanha de Flávio Bolsonaro mantém o foco no voto útil, buscando transferir para o senador votos de Ronaldo Caiado, Renan Santos, Augusto Cury e Romeu Zema, candidatos da direita que, na avaliação dos estrategistas, não têm chances de chegar ao segundo turno.

Flávio tem pedido que os eleitores não deixem para o segundo turno a decisão de votar nele para tirar Lula da Presidência. Aliados reconhecem que a principal motivação de parte de seu eleitorado é o antipetismo, mais do que a empolgação com o candidato. A equipe também considera que o apelo ao voto útil funciona como uma convocação para comparecer às urnas.

O senador participará do debate da TV Globo, marcado para começar a partir das 21h20 desta quinta-feira (30), depois do Jornal Nacional. Lula não estará no encontro, e a equipe de Flávio avalia que a ausência poderá ser usada para criticar o governo do PT. O candidato também deverá ser alvo dos demais participantes.

Para um integrante da campanha, o debate será a última oportunidade antes do primeiro turno para conquistar eleitores que não rejeitam Flávio, mas ainda votam em outros candidatos ou não decidiram seu voto.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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