São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Política

Dirceu, Delúbio, João Paulo e Vargas tentam voltar à Câmara em 2026

Ex-integrantes da cúpula do PT retomam candidaturas após condenações, prisões e cassações ligadas ao mensalão e à Lava Jato.

Dirceu, Delúbio, João Paulo e Vargas tentam voltar à Câmara em 2026

CURITIBA, PR — José Dirceu, João Paulo Cunha, Delúbio Soares e André Vargas voltam ao jogo eleitoral em 2026 com candidaturas à Câmara dos Deputados. Os quatro tiveram trajetórias ligadas ao PT e foram atingidos por processos, prisões ou cassações no mensalão e na Lava Jato.

As campanhas destacam a proximidade que os candidatos mantiveram com o presidente Lula, além de pautas atuais como o fim da escala de trabalho 6 por 1 e a defesa da soberania. As referências aos períodos mais difíceis das trajetórias aparecem de forma genérica, enquanto os candidatos ressaltam a atuação política anterior e a lealdade ao partido.

Candidatos por Goiás e São Paulo

Delúbio Soares, 70, disputa uma vaga por Goiás, estado onde foi sindicalista e ajudou a fundar a CUT. Ele usa um chapéu panamá semelhante ao adotado por Lula e se apresenta como “o amigo do Lula”. Em junho, durante uma agenda em Catalão (GO), o presidente caminhou até o ex-tesoureiro para cumprimentá-lo.

“Não estou voltando para ter resgate de nada. É porque há uma necessidade de ampliar a bancada do PT”, disse Delúbio em entrevista. Ele foi expulso do partido em 2005, após o mensalão, e depois se tornou alvo da Lava Jato.

Delúbio foi condenado a 6 anos e 8 meses por corrupção ativa. Cumpriu mais de dois anos de pena e foi liberado em março de 2016, após um indulto de natal assinado por Dilma Rousseff. Em seguida, recebeu outra condenação, de 6 anos, pela Lava Jato. A prisão foi revogada em novembro de 2019. Em 2023, o STJ anulou a sentença por entender que o caso deveria ter tramitado na Justiça Eleitoral.

João Paulo Cunha, 68, é candidato por São Paulo. Fundador do PT em Osasco na década de 1980, foi deputado federal por cinco mandatos, de 1995 a 2014, e presidiu a Câmara de 2003 a 2005. Condenado em 2012 a 6 anos e 4 meses por corrupção passiva e peculato, foi preso em 2014 e recebeu alvará de soltura no início de 2016, após o indulto de natal de Dilma.

Dirceu e Vargas

Zé Dirceu, 80, também concorre por São Paulo. Ex-ministro-chefe da Casa Civil, três vezes deputado federal e ex-presidente nacional do PT, foi cassado pela Câmara em 2005 e preso no final de 2013. O STF o condenou a 7 anos e 11 meses por corrupção ativa.

As condenações determinadas pelo então juiz federal Sergio Moro na Lava Jato foram anuladas pelo STF em 2024. Em vídeo de apoio, Lula afirmou que o voto em Dirceu representaria uma reparação histórica.

André Vargas, 62, disputa uma vaga pelo Paraná. Ex-vice-presidente da Câmara e ex-presidente do PT no estado, teve dois processos da Lava Jato anulados pelo STF em 2022 e 2023. Ele havia sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, crimes que nega.

Vargas ficou preso de 2015 a 2018 e deixou o PT em 2014, antes da campanha pela reeleição de Dilma ao Planalto. Foi cassado pela Câmara no final daquele ano e voltou ao partido no início de 2023. Na campanha, recebe apoio da deputada federal Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado pelo Paraná.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.