São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula levará à ONU defesa da soberania e alerta contra interferência externa

Presidente fará discurso de abertura da Assembleia Geral na terça-feira (22/09), em meio a tensões com os Estados Unidos.

Lula levará à ONU defesa da soberania e alerta contra interferência externa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderá a soberania e a não interferência externa em assuntos internos dos países no discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, na terça-feira (22/09).

A preocupação central do governo é uma possível atuação dos Estados Unidos em favor da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). A administração norte-americana considera o senador um forte aliado. O cenário é acompanhado em meio à crise no Supremo Tribunal Federal e à proximidade entre os dois candidatos nas pesquisas de intenção de voto.

A viagem de Lula a Nova York será rápida e terá uma comitiva menor que as anteriores. O presidente falará aos 193 países-membros e aos dois Estados observadores. Este poderá ser seu décimo e último discurso de abertura caso seja derrotado na eleição de outubro. Por tradição, o Brasil inicia os trabalhos da Semana de Alto Nível da Assembleia Geral.

Relação com os Estados Unidos

Lula pode cruzar com Donald Trump no acesso ao plenário, já que o presidente norte-americano discursará em seguida. Não há previsão de reunião bilateral, embora a possibilidade não esteja descartada. No ano passado, os dois tiveram uma conversa de 39 segundos, descrita posteriormente como uma “boa química”.

O governo brasileiro também teme novas tentativas de interferência no processo eleitoral. No Palácio do Planalto, ainda não está definido quando ou como isso poderia ocorrer. A avaliação é que aliados de Trump ligados ao secretário de Estado, Marco Rubio, considerem alguma iniciativa entre o primeiro e o segundo turnos.

Outro receio é a disseminação de informações falsas com amplificação por algoritmos e instrumentalização das big techs. O governo avalia que qualquer movimento pode influenciar o resultado, diante da aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

O julgamento no STF recoloca em debate a atuação do Judiciário. Em julho do ano passado, Trump impôs tarifa de 50% sobre exportações brasileiras e aplicou sanções financeiras ao ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky. As medidas foram retiradas meses depois. Em julho deste ano, Washington reeditou o decreto, mantendo a possibilidade de novas sanções contra Moraes e outros ministros do STF.

Lula chegará a Nova York na noite de domingo (20). A comitiva terá Mauro Vieira, Esther Dweck, Luiz Eloy Terena e Rachel Barros de Oliveira. Também está em análise uma conversa com o prefeito Zohran Mamdani, opositor de Donald Trump.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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