O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na sessão desta terça (15) que uma espécie de “PF paralela” teria monitorado ministros da corte. A declaração ocorreu durante debate sobre a atuação da Polícia Federal.
“Nós temos hoje uma PF paralela, com monitoramento de ministros”, disse Mendes. O ministro também criticou a presença de policiais em gabinetes de integrantes do Supremo.
Investigação sobre o Banco Master
Durante a discussão, Gilmar Mendes acusou André Mendonça de proteger Kassio Nunes Marques na investigação sobre o caso do Banco Master. Mendes mencionou a relação de Daniel Vorcaro com autoridades e parentes de autoridades, sem citar nomes.
“O relacionamento de Daniel Vorcaro alcançava número expressivo de autoridades e também de parentes de autoridades”, afirmou. O ministro acrescentou que o relatório de inteligência da PF apresentado no inquérito destacava a situação de Nunes Marques e que o relator tinha postura defensiva em relação a ele.
Nunes Marques deixou a sessão desta terça (15) depois de se declarar suspeito. Ele afirmou que, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não deveria participar de um julgamento com possível efeito nos rumos da eleição.
A decisão ocorreu após novos diálogos citarem pagamentos de Vorcaro ao filho do ministro.
Luiz Fux afirmou que a Polícia Federal merece “o maior respeito” quando atua dentro de suas atribuições e auxilia os Poderes de Estado. Ele defendeu que eventuais investigações sejam conduzidas pelos canais institucionais e submetidas ao controle judicial.



