O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de comandar um “gabinete da perseguição” e afirmou que o magistrado é uma “laranja podre” dentro da Corte.
As declarações foram dadas neste sábado, 5, durante visita a Ponta Grossa (PR). Flávio disse que pretende, caso seja eleito, “resgatar a credibilidade das instituições” e afirmou que seu papel não será proteger pessoas.
O senador declarou que a magistratura não se resume a Moraes e que a atuação atribuída ao ministro não representa a regra entre os juízes nem dentro do STF. Também afirmou que Moraes “não tem a menor condição de continuar sendo ministro do Supremo”.
Flávio criticou ainda o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar a abertura de um processo de impeachment contra Moraes. Segundo o candidato, há mais de 54 pedidos de impeachment do ministro parados na presidência do Senado Federal.
Críticas a decisões de Moraes
O candidato do PL também rejeitou a decisão de Moraes de incluir o ministro André Mendonça, relator do processo sobre o Banco Master, no inquérito das fake news. Flávio criticou a possibilidade de Mendonça se tornar alvo de impeachment.
Durante a entrevista, ele afirmou: “Está às claras para o Brasil inteiro ver o que é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes. É o gabinete da perseguição”.
Flávio também disse que o ato de 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo, terá como mote “Fora Lula, Fora Moraes”.



