São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fachin cobra responsabilidade do STF antes de análise sobre Moraes

Presidente do STF citou ministros afastados na Ditadura Militar e defendeu decisão colegiada sobre investigação envolvendo Alexandre de Moraes.

Fachin cobra responsabilidade do STF antes de análise sobre Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu responsabilidade institucional, serenidade e respeito às regras processuais na abertura da sessão que analisará a possibilidade de investigação contra Alexandre de Moraes.

A sessão trata de um pedido apresentado pelo ministro André Mendonça, com base em relatório da Polícia Federal. O documento identificou oito supostos encontros e 52 mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, no contexto de fatos investigados no Banco Master.

Fachin afirmou que a decisão deve ser tomada pelo Plenário, e não por um ministro individualmente. Também disse que não se deve antecipar o mérito antes da análise da validade processual e separou divergência jurídica de confronto pessoal.

Memória da Corte

Durante o discurso, Fachin citou Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva, aposentados compulsoriamente pelo regime militar em 1969. Também mencionou Ribeiro da Costa, que presidia o STF quando ocorreu a ruptura institucional de 1964, com a deposição do presidente constitucional João Goulart por forças militares.

“o plenário deve ser, neste momento, também um lugar de memória”, afirmou Fachin. Para o presidente da Corte, a lembrança dos ministros atingidos pelo regime impõe responsabilidade ao tribunal.

Fachin declarou que o STF atravessou crises, autoritarismos, ameaças e incompreensões, e que a instituição deve ser preservada para as próximas gerações. Ele pediu equilíbrio, serenidade e responsabilidade institucional aos ministros.

Pedido de investigação

A investigação contra Moraes foi solicitada por Mendonça em ofício enviado a Fachin. Mendonça era o relator do inquérito do caso Master até a semana passada.

Segundo o relatório da Polícia Federal, uma das mensagens foi enviada dois dias antes da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025. Nela, o banqueiro perguntou se o ministro achava que segunda-feira já teria que “estar fora”.

Ao encerrar a abertura, Fachin apregoou para julgamento a Petição 16.662 e passou ao relatório e à delimitação do objeto de julgamento.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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