São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fachin é pressionado por grupos do STF em disputa sobre diretor da PF

Ministros divergem sobre a condução de Edson Fachin na crise entre André Mendonça e Flávio Dino sobre Andrei Rodrigues.

Fachin é pressionado por grupos do STF em disputa sobre diretor da PF

A condução de Edson Fachin na crise envolvendo o STF e a Polícia Federal passou a ser contestada por ministros alinhados a André Mendonça e Flávio Dino. O conflito se intensificou após decisões opostas sobre a permanência de Andrei Rodrigues no comando da PF.

Mendonça havia determinado o afastamento de Rodrigues, mas Dino decidiu reintegrá-lo ao cargo. Um magistrado aliado de Dino avaliou que a reintegração expressou insatisfação com a opção de Fachin de não reverter imediatamente o afastamento e de estabelecer prazo de 72 horas para manifestação do relator do caso Master.

Mendonça também procurou Fachin e pediu providências. Na avaliação dele, Dino teria desrespeitado procedimentos da Presidência do STF e uma decisão da Segunda Turma, que havia formado maioria para manter o afastamento de Rodrigues. Após a pressão, Fachin cancelou a sessão plenária prevista para quarta-feira (9).

Ministros dos dois grupos avaliam que a postura de Fachin, apresentada por ele como cautela, prolonga a crise dentro do tribunal. Pessoas da equipe do presidente do STF dizem que ele defende discrição e cuidado para preservar as instituições diante de uma crise sem precedentes.

Divisão no tribunal

Mendonça conta com o apoio de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Alexandre de Moraes, que também enfrenta desgastes por interlocuções com Daniel Vorcaro, tem o respaldo de Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.

Cármen Lúcia é vista como fiel da balança, mas ainda não definiu qual grupo apoiará. A participação de Dias Toffoli nos julgamentos relacionados ao caso permanece incerta porque ele se declarou suspeito em processos que envolvem o Master.

Um integrante do grupo de Moraes afirmou que retirar o diretor-geral da PF durante investigações relevantes seria comparável a afastar o comandante das Forças Armadas em tempos de guerra. O magistrado também disse que os registros de um encontro particular entre Mendonça e Vorcaro, mencionado por Dino, seriam mais graves que as acusações feitas contra Toffoli no início do ano.

Em nota, Mendonça afirmou que se reuniu com Vorcaro para tratar de um julgamento sobre precatórios e que votou contra a posição defendida pelo ex-banqueiro. Segundo o ministro, não houve pressão nem interferência. A auxiliares, ele resumiu sua motivação como “fazer o que é certo”.

Em solenidade no CNJ, Fachin declarou que o Poder Judiciário “está à altura dos desafios que se apresentam no momento contemporâneo”. Também disse que “os dias de hoje reclamam diálogo permanente” e que a Justiça brasileira não faltará à legalidade constitucional.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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