São Paulo, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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59,6% dos eleitores dizem não ter visto o horário eleitoral nesta eleição

Pesquisa Travessia mostra baixa audiência do programa; no Centro-Oeste, índice de quem nunca assistiu chega a 64,1%.

59,6% dos eleitores dizem não ter visto o horário eleitoral nesta eleição

O horário eleitoral gratuito terminou nesta quinta-feira, 1º de outubro, sem ter sido visto por 59,6% dos brasileiros, segundo pesquisa Travessia. Outros 22,9% disseram ter acompanhado poucas vezes, enquanto 14,3% afirmaram assistir sempre.

A maior parcela de eleitores que nunca acompanharam a propaganda política está no Centro-Oeste, com 64,1%. No Sudeste, onde o percentual é o menor entre as regiões citadas, o índice ficou em 57,1%.

Para Renato Dorgan, cientista político e CEO do Travessia, a televisão perdeu espaço para as redes sociais e para outras formas de entretenimento. “Os hábitos mudaram, e muita gente não assiste mais ao horário eleitoral gratuito”, afirmou.

Tempo de TV

Dorgan disse que as campanhas costumavam esperar o início do horário eleitoral porque o programa ampliava rapidamente o conhecimento sobre os candidatos. Na avaliação dele, porém, uma fatia maior do tempo de televisão já não assegura o mesmo alcance.

O especialista citou Mateus Simões (PSD), governador de Minas Gerais e candidato à reeleição. Ele tem o maior tempo de TV no horário eleitoral, mas 51% dos eleitores ainda não o conhecem, conforme pesquisa Quaest divulgada em 29 de setembro.

Dorgan também afirmou que a televisão e as redes sociais produzem impactos diferentes sobre o eleitor. Segundo ele, campanhas de desconstrução tinham mais força na TV, enquanto as redes são rápidas, breves e instantâneas e não estabelecem vínculos fortes com um canal.

A pesquisa Travessia ouviu 1 mil eleitores de todo o País por telefone entre 23 e 25 de setembro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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