São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Violência leva 98% das brasileiras a mudar hábitos, lazer e deslocamentos

Pesquisa mostra que o medo afeta a rotina, as escolhas profissionais e a mobilidade das mulheres no país.

Violência leva 98% das brasileiras a mudar hábitos, lazer e deslocamentos

A violência já atingiu 78% das mulheres brasileiras, e 98% adotam estratégias para reduzir riscos no dia a dia, aponta a pesquisa Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência. O levantamento foi realizado pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber.

O estudo ouviu 1,5 mil pessoas de 16 anos ou mais, de todas as regiões do país, entre 22 e 30 de abril de 2026. As entrevistas foram digitais e de autopreenchimento, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais. Os resultados serão apresentados nesta quarta-feira (16/09), no painel (In)segurança das Mulheres e Mobilidade, durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Medo altera circulação e lazer

A sensação de insegurança é maior entre as mulheres: 94% dizem se sentir inseguras diante da violência cotidiana, contra 84% dos homens. Nos deslocamentos pela cidade, os índices são de 94% entre as mulheres e 90% entre os homens.

Evitar determinados locais é a principal estratégia, citada por 90% das entrevistadas. Também estão entre as medidas adotadas evitar compartilhar informações pessoais ou localização nas redes sociais (88%), não usar o celular na rua (84%), avisar alguém sobre deslocamentos e horários (83%) e evitar sair à noite (83%).

Outras práticas incluem evitar aplicativos bancários na rua (80%), compartilhar a localização com pessoas de confiança (77%), mudar trajetos habituais (69%), chamar carro ou moto por aplicativo para não andar pelas ruas (66%) e pedir companhia ao sair de casa (66%).

Para 62%, o medo já mudou hábitos de lazer; 58% deixaram de frequentar lugares de que gostavam. Além disso, 56% preferiram usar algum meio de transporte em vez de caminhar, mesmo em trajetos próximos. Técnicas de defesa pessoal são praticadas ou já foram praticadas por 27%, enquanto 26% carregam itens de proteção pessoal.

Bares, festas e baladas estão entre os locais de menor sensação de segurança: 41% não se sentem nada seguras nesses espaços. Em pontos de ônibus e estações, o índice é de 42%; dentro do transporte público, de 33%.

Trabalho, poder público e eleições

As escolhas profissionais e acadêmicas também são afetadas. De acordo com a pesquisa, 45% das mulheres já deixaram de aproveitar oportunidades de trabalho ou estudo por medo da violência, e 44% já pensaram em mudar de bairro ou cidade para se sentir mais seguras.

As polícias Militar e Civil são apontadas por 73% das entrevistadas como responsáveis pela prevenção e pelo enfrentamento da violência. Na sequência aparecem o governo federal (69%), o governo estadual (69%) e o governo municipal (66%). A avaliação da atuação institucional, porém, é negativa para 74% em relação ao Legislativo, 72% para o governo estadual, 71% para o Poder Judiciário e 71% para o governo federal.

Para 78% das entrevistadas, propostas contra a violência nas ruas e no transporte público influenciarão o voto nas próximas eleições. Ampliar canais de denúncia e apoio às vítimas é considerado importante por 95%. Melhorar a infraestrutura das cidades e criar ou ampliar políticas específicas de proteção às mulheres têm 93% de apoio, enquanto reduzir desigualdades sociais e econômicas aparece com 92%.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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