São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Disputa no Maranhão reacende debate sobre atuação política de Flávio Dino no STF

Aliados e adversários divergem sobre a influência do ministro em processos que envolvem a política maranhense e o grupo Brandão.

Disputa no Maranhão reacende debate sobre atuação política de Flávio Dino no STF

A disputa entre grupos políticos ligados a Flávio Dino e ao governador Carlos Brandão reacendeu o debate sobre a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal em questões políticas do Maranhão. O conflito envolve processos sob relatoria de Dino na Corte e acusações de que ele continuaria articulando no estado.

Dino governou o Maranhão por dois mandatos, de 2015 a 2022, e deixou o Ministério da Justiça para assumir uma cadeira no STF. Antes disso, foi juiz federal por 12 anos, deixou a magistratura para disputar a eleição de 2006 e permaneceu na política por 18 anos.

Na sabatina no Senado, em dezembro de 2023, Dino afirmou que deixaria a vida política caso fosse aprovado para o Supremo. A assessoria do ministro declarou que ele não trata de assuntos políticos e está afastado dessa atividade desde fevereiro de 2024.

Processos no Supremo

Entre as ações sobre o Maranhão relatadas por Dino estão processos que envolvem aliados e integrantes do grupo de Brandão. Um deles trata dos desdobramentos de um assassinato em um centro comercial de São Luís. Outro discute regras para indicações ao Tribunal de Contas do Estado.

Decisões recentes afetaram o grupo do governador. Dino afastou Daniel Brandão, sobrinho de Carlos Brandão, da presidência do TCE e determinou a prisão domiciliar e o afastamento do cargo do secretário Raimundo Cutrim, aliado do governador.

Dino afirma não haver motivo para se declarar impedido. Em nota, sua assessoria disse que as hipóteses legais de impedimento estão previstas no Código de Processo Penal e não se aplicam ao ministro.

Áudios e disputa política

A desconfiança sobre a permanência de articulações políticas aumentou após a divulgação, em outubro de 2025, de áudios atribuídos a integrantes do grupo de Dino. As conversas tratavam de uma possível pacificação com Brandão e da retomada de indicações para o TCE-MA, condicionada à escolha de candidatos a prefeito em municípios como Colinas.

Participaram das negociações, segundo o vazamento, os deputados Márcio Jerry e Rubens Junior, além de Diego Galdino. Os três não negaram o conteúdo dos áudios. Rubens Junior afirmou que procurou Dino a pedido de Brandão para tentar uma pacificação e disse que o ministro teria declarado: “Processo judicial se trata nos autos, nunca em uma mesa de discussão política”.

Outro áudio atribuído a Rubens menciona que Dino não abriria mão de Felipe Camarão como candidato ao governo. Camarão, vice-governador e integrante do PT, é apoiado por Dino e já declarou que o Brasil deveria tê-lo como presidente depois do fim de sua missão no Supremo.

O vazamento levou à demissão de Rubens Pereira, pai de Rubens Junior, do governo e aprofundou o racha entre os grupos. Diego Galdino não se manifestou.

A assessoria de Dino afirmou que críticas políticas não têm relevância para os processos judiciais. Carlos Brandão lançou o sobrinho Orleans Brandão para o governo, enquanto Felipe Camarão é candidato apoiado pelo grupo de Dino.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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