São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Nunes diz que Milton Leite terá condições de se defender após prisão

Prefeito afirmou que não pode responsabilizar aliados e que decisão sobre o ex-vereador caberá à Justiça.

Nunes diz que Milton Leite terá condições de se defender após prisão

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou neste sábado (19) que o ex-vereador Milton Leite (União Brasil) deverá responder pelos próprios atos e terá condições de se defender. Leite foi preso na sexta-feira (18), em uma investigação sobre a infiltração do PCC no transporte público paulistano.

Nunes disse que não pode responsabilizar antecipadamente os aliados políticos. “A decisão final será do juiz”, afirmou o prefeito, que participou da abertura da Virada Esportiva, no Pacaembu.

O prefeito também declarou que não conversou com Milton Leite nem com os filhos dele desde a prisão. Alexandre Leite, filho mais velho do ex-vereador, ocupou o cargo de secretário de Relações Institucionais da prefeitura até março deste ano, quando deixou a função para disputar uma vaga de deputado federal. Nunes participou do lançamento da campanha.

Milton Leite é vereador desde 1997 e foi presidente da Câmara Municipal. Em 2024, disputou a indicação para vice na chapa de Nunes, mas a vaga ficou com o coronel Mello Araújo, indicado por Jair Bolsonaro.

Investigação sobre empresas de ônibus

A Operação Vectura Corrupta afirma que o PCC controla 12 empresas de ônibus da Grande São Paulo em um esquema de lavagem de dinheiro. Entre as companhias investigadas está a Transwolff, que atua na zona sul da cidade e nega irregularidades.

A investigação aponta Milton Leite como “dono de fato” da Transwolff e afirma que ele seria responsável diretamente pela operação da empresa. Em declaração por telefone na quinta-feira (17), o ex-vereador negou ligação com a companhia e com a facção criminosa.

Milton disse que sua relação com o setor de transporte foi institucional e ocorreu a pedido do então prefeito Bruno Covas, inclusive durante a negociação de uma greve em 2019. Também afirmou que nunca teve um ônibus e que não era proprietário da Transwolff.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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