São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Diretores da PF oferecem cargos após afastamento de Andrei Rodrigues

Manifestação conjunta de 11 diretores apoia Andrei Rodrigues e Leandro Almada e critica acusações contra a corporação.

Diretores da PF oferecem cargos após afastamento de Andrei Rodrigues

Os diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto nesta terça-feira (8), em apoio ao diretor-geral Andrei Rodrigues e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada. A decisão foi registrada em manifestação conjunta assinada por 11 integrantes da cúpula da corporação.

O documento repudia acusações de que os dois delegados ou a PF tenham atuado de forma não republicana. Os diretores afirmam que Rodrigues tem trajetória técnica, isenta e responsável e dizem que as críticas à direção da instituição são influenciadas por interesses políticos.

“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana”, afirmam. Ao fim da manifestação, os signatários informam: “Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do diretor-geral substituto”.

Afastamento no STF

Também nesta terça-feira (8), a Segunda Turma do STF formou maioria para referendar a ordem do ministro André Mendonça e manter o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

A justificativa principal para o afastamento de Rodrigues e Almada foi um relatório interno da PF usado pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

O relatório afirma que Mendonça teria direcionado investigações contra Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, “com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos”. A alegação de abuso de autoridade surgiu depois que Mendonça tornou públicas apurações da PF que identificaram Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Ao determinar o afastamento de Rodrigues, Mendonça afirmou que o relatório usado por Moraes não tem validade. Para o ministro, o material é apócrifo, não tem timbre nem símbolo gráfico que confira legitimidade e não permite verificar sua autoria ou data de elaboração.

Entre os diretores que ofereceram os cargos está Dennis Cali, responsável pela área de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, que concentra as apurações relacionadas ao caso Banco Master. Também assinam o documento Fabrício Schommer Kerber, Otavio Margonari Russo, Felipe Tavares Seixas, Helena de Rezende, Roberto Reis Monteiro Neto, André Luis Lima Carmo, Christiane Correa Machado, Alexsander Castro de Oliveira, Ademir Dias Cardoso Júnior e Humberto Freire de Barros.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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