O debate sobre uma suposta defesa de Flávio Bolsonaro à retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil atingiu o pico de 735 menções a cada 100 mil mensagens nas redes sociais. O levantamento é da Palver e considera publicações entre 24 e 25 de setembro.
A empresa monitorou Instagram, X, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp e Telegram. Na mensageria, o maior volume foi de 15 menções a cada 100 mil mensagens.
Entre as publicações nas redes sociais relacionadas ao senador, 73% eram críticas e 23% expressavam apoio. No WhatsApp e no Telegram, as críticas representaram 60% das menções, contra 40% de apoio. Segundo a Palver, grupos bolsonaristas participaram da disseminação do desmentido nesses canais.
A principal narrativa identificada foi de indignação entre católicos e pedidos de voto contra Flávio Bolsonaro, concentrando cerca de 37% das mensagens classificadas. A empresa avaliou que o episódio pode afetar o apoio católico à candidatura presidencial de 2026.
Flávio Bolsonaro negou ter apoiado a mudança. “É mentira que apoiei projeto para retirar Aparecida como padroeira do Brasil. Respeito todas as religiões”, declarou a jornalistas após participar da cerimônia do curso de formação de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
O tema teve origem no projeto legislativo 2.623/2007, apresentado pelo então deputado e pastor da Assembleia de Deus Victorio Galli. A proposta pretendia substituir “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos” e foi arquivada em 2008.
Geraldo Alckmin publicou um vídeo no X após receber mensagens de católicos preocupados. “Enquanto o presidente Lula e eu estivermos governando este País, as tradições religiosas, tão sagradas para as famílias brasileiras, estarão protegidas e preservadas”, afirmou.
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro André Mendonça, determinou que Meta, X, TikTok e YouTube removam imediatamente publicações ligadas à narrativa. Na decisão, classificou como inverídica a afirmação de que Flávio Nantes Bolsonaro ou sua família tenham proposto, apoiado ou pretendam promover a retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.
Em 2022, Nossa Senhora Aparecida também participou do debate eleitoral durante a disputa entre grupos políticos pela presença de candidatos nas festividades de 12 de outubro. Na ocasião, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil criticou a exploração da fé.




