São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Trabalho nos EUA enfrenta recuos nacionais e avanços locais

Mudanças no governo Trump reduziram direitos coletivos, enquanto estados e Nova York aprovaram medidas favoráveis à organização sindical.

Trabalho nos EUA enfrenta recuos nacionais e avanços locais

Nos Estados Unidos, o Dia do Trabalho é celebrado na primeira segunda-feira de setembro, e não em 1º de maio. A data deste ano ocorreu em meio a retrocessos nos direitos trabalhistas em nível nacional e a iniciativas locais favoráveis à organização sindical, especialmente em Nova York.

Antes do governo Trump, o baixo desemprego no período pós-pandêmico favorecia a disputa entre empregadores por trabalhadores, com oferta de salários mais altos e benefícios sociais. O governo Biden também nomeou juízes considerados simpáticos ao movimento sindical para o National Labor Relations Board (NLRB) e defendeu publicamente a sindicalização e a negociação coletiva.

Nesse período, surgiram sindicatos em setores como comércio e fast-food. Em 2023, mais de 530 mil trabalhadores participaram de greves nos Estados Unidos, o maior número desde a adoção das políticas de Reagan nos anos 1980.

A chegada de Trump à Presidência, em janeiro de 2025, alterou esse cenário. Trump e Elon Musk eliminaram os empregos de quase 200 mil servidores federais e encerraram o direito de negociação coletiva para mais de 1 milhão de empregados públicos. Medidas adotadas por Biden para ampliar salários e pagamentos adicionais de trabalhadores terceirizados do governo federal também foram revogadas. O NLRB passou a ter juízes alinhados à classe empresarial.

Em 2025, 306.000 trabalhadores participaram de 30 greves significativas. A taxa de sindicalização ficou em 10% da população empregada, com estabilidade no setor industrial e entre servidores de governos estaduais democratas, mas sem avanço no setor de serviços. Negociações para os primeiros acordos coletivos na Amazon e na Starbucks continuam travadas.

Medidas locais

Illinois aprovou uma lei que garante organização sindical e negociação coletiva a motoristas de aplicativo. Colorado, Massachusetts, Virgínia e Washington aprovaram leis de proteção a trabalhadores migrantes contra incursões do ICE em locais de trabalho.

Em Nova York, o prefeito Zohran Mamdani apoiou um projeto para restringir a terceirização em empresas de comércio eletrônico e reforçar normas de saúde e segurança para entregadores. No Dia do Trabalho, anunciou a Secretaria para Construir Poder Sindical, ou “Office of Worker Power”.

A iniciativa prevê uma rede municipal de organizações de defesa trabalhista, audiências públicas sobre violações de direitos sindicais e novas leis de proteção à organização sindical e à negociação coletiva.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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