Os Estados Unidos realizaram nesta sexta-feira (11) cerimônias pelos 25 anos dos atentados de 11 de setembro, com homenagens em Nova York e no Pentágono. O presidente Donald Trump não participou do ato no Marco Zero, no sul de Manhattan, e acompanhou a solenidade em Washington.
Em 2001, aviões comerciais sequestrados pela Al-Qaeda atingiram as Torres Gêmeas e o Pentágono. Uma quarta aeronave caiu na Pensilvânia. Aproximadamente 3.000 pessoas morreram nos ataques.
Trump afirmou, durante a cerimônia no Pentágono, que os Estados Unidos manterão o compromisso com as vítimas. “Nunca, jamais esqueceremos. É por isso que lutamos hoje”, disse. O presidente acrescentou que o país luta para vencer. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que o combate ao jihadismo continua agora com o Irã.
Homenagem em Nova York
A cerimônia no Marco Zero teve a presença do vice-presidente JD Vance e dos ex-presidentes Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e George W. Bush, que ocupava a Presidência na data dos ataques. Parentes das vítimas leram os nomes dos mortos sob forte vigilância policial.
Também participou Zohran Mamdani, de 34 anos, integrante da ala esquerda do Partido Democrata e primeiro prefeito de Nova York a fazer o juramento sobre o Alcorão. Rudy Giuliani, prefeito da cidade na época dos atentados, disse ter ficado ofendido com a presença de Mamdani. Uma petição com mais de 100.000 assinaturas questiona a participação do prefeito, sem especificar quais seriam as pessoas ou ideologias mencionadas no documento.
Os atentados foram seguidos por aumento de ações antimuçulmanas e pela ampliação da vigilância sobre comunidades muçulmanas. O cientista político Lincoln Mitchell afirmou que a população muçulmana de Nova York ganhou peso político desde então.
Doenças relacionadas aos ataques
Além das 2.977 pessoas mortas nos Estados Unidos no dia dos atentados, mais de 9.400 morreram depois por doenças associadas à exposição a substâncias tóxicas, segundo o programa federal de acompanhamento médico.
Mamdani anunciou a divulgação de dezenas de milhares de documentos sobre a qualidade do ar após os ataques ao World Trade Center. Ele afirmou que autoridades teriam omitido informações sobre a toxicidade e citou Rudy Giuliani e Michael Bloomberg entre os possíveis acusados.
A Al-Qaeda divulgou imagens de Osama bin Laden e de seu filho Hamza, segundo o SITE Intelligence Group. Bin Laden morreu em 2011 durante uma operação americana, e Hamza morreu em 2019, de acordo com Trump.
A presidente do Museu e Memorial do 11 de Setembro, Beth Hillman, afirmou que quase 100 milhões de americanos ainda não haviam nascido ou eram muito jovens para se lembrar dos atentados. A instituição passou a reforçar ações de divulgação e educação para preservar a memória dos fatos.




