São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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43 países pedem fim das restrições a mulheres sob governo talibã

Signatários dizem que mulheres e meninas enfrentam limitações à educação, saúde e emprego, além de detenções e represálias.

43 países pedem fim das restrições a mulheres sob governo talibã

Mais de 40 países pediram nesta quarta-feira (16) que o governo talibã suspenda imediatamente todas as restrições aos direitos das mulheres e meninas no Afeganistão. O apelo foi apresentado por Jérôme Bonnafont, representante da França na ONU, em nome dos 43 signatários, em sua maioria europeus.

Colômbia, México e Panamá estão entre os países latino-americanos que aderiram à manifestação. Os signatários também cobraram o fim de todas as violações dos direitos humanos e a revogação das medidas impostas pelo governo talibã.

A declaração ocorreu antes de uma reunião do Conselho de Segurança sobre a situação afegã. Bonnafont afirmou que, desde agosto de 2021, os talibãs adotaram uma política de segregação de gênero que restringe severamente o acesso de mulheres e meninas à educação, à saúde e ao emprego, além de limitar sua presença na vida pública.

Mulheres que não cumprem as restrições, ou são vistas como se não as cumprissem, estão sujeitas a detenções e prisões arbitrárias, segundo o representante francês. Pessoas que as apoiam e críticos do governo talibã também enfrentam prisão e represálias.

O mês passado marcou cinco anos desde a retomada do poder pelos talibãs. Segundo a Unesco, cerca de 2,4 milhões de meninas e jovens mulheres estão privadas do ensino médio.

Enquanto isso, continuam os retornos forçados ao país. Mais de 400 mil afegãos foram repatriados à força este ano, principalmente do Irã e do Paquistão, segundo as Nações Unidas. A organização afirma que grande parte da população afegã vive na pobreza.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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