Mais de 40 países pediram nesta quarta-feira (16) que o governo talibã suspenda imediatamente todas as restrições aos direitos das mulheres e meninas no Afeganistão. O apelo foi apresentado por Jérôme Bonnafont, representante da França na ONU, em nome dos 43 signatários, em sua maioria europeus.
Colômbia, México e Panamá estão entre os países latino-americanos que aderiram à manifestação. Os signatários também cobraram o fim de todas as violações dos direitos humanos e a revogação das medidas impostas pelo governo talibã.
A declaração ocorreu antes de uma reunião do Conselho de Segurança sobre a situação afegã. Bonnafont afirmou que, desde agosto de 2021, os talibãs adotaram uma política de segregação de gênero que restringe severamente o acesso de mulheres e meninas à educação, à saúde e ao emprego, além de limitar sua presença na vida pública.
Mulheres que não cumprem as restrições, ou são vistas como se não as cumprissem, estão sujeitas a detenções e prisões arbitrárias, segundo o representante francês. Pessoas que as apoiam e críticos do governo talibã também enfrentam prisão e represálias.
O mês passado marcou cinco anos desde a retomada do poder pelos talibãs. Segundo a Unesco, cerca de 2,4 milhões de meninas e jovens mulheres estão privadas do ensino médio.
Enquanto isso, continuam os retornos forçados ao país. Mais de 400 mil afegãos foram repatriados à força este ano, principalmente do Irã e do Paquistão, segundo as Nações Unidas. A organização afirma que grande parte da população afegã vive na pobreza.



