São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Gaza acumula 60 milhões de toneladas de escombros, aponta ONU

Remoção pode levar sete anos, enquanto mais de 8 mil desaparecidos seguem sob estruturas destruídas, segundo órgãos das Nações Unidas.

Gaza acumula 60 milhões de toneladas de escombros, aponta ONU

A Faixa de Gaza acumula mais de 60 milhões de toneladas de escombros gerados por bombardeios e demolições desde outubro de 2023. Entre os destroços de residências, hospitais e outros edifícios, milhares de palestinos continuam desaparecidos, enquanto equipes locais recuperam restos mortais de pessoas soterradas.

Estimativas das Nações Unidas indicam que a remoção do material pode levar aproximadamente sete anos. A operação é limitada pela falta de máquinas pesadas, combustível, peças de reposição e equipamentos especializados, além das restrições à entrada de materiais e ao acesso a áreas do enclave.

Em 6 de setembro, famílias palestinas sepultaram os restos mortais de aproximadamente 100 pessoas retiradas de edifícios destruídos no bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza. A maioria das vítimas era formada por mulheres e crianças. Os restos foram levados a cemitérios da região para sepultamentos coletivos, com apoio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

No dia anterior, equipes haviam recuperado os restos mortais de 55 palestinos na residência da família Malka, destruída em 19 de novembro de 2023. Mais de 60 pessoas estavam abrigadas no imóvel quando ele foi atingido.

Desaparecidos e preservação de provas

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários informou, na segunda-feira (21/09), que mais de 630 corpos e outros restos humanos foram recuperados de edifícios destruídos entre novembro de 2025 e setembro de 2026. A estimativa é de que mais de 8 mil desaparecidos ainda estejam sob os escombros.

O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou em 15 de setembro que os restos encontrados incluem famílias inteiras, em sua maioria mulheres e crianças. Ele alertou para o risco de novas demolições destruírem restos humanos e vestígios úteis a investigações.

Francesca Albanese, relatora especial das Nações Unidas para a situação dos direitos humanos no território palestino ocupado, disse que a retirada dos escombros deve preservar provas e permitir a recuperação e a identificação dos restos mortais. Autoridades palestinas estimam que mais de 10 mil pessoas permaneçam soterradas, número com origem e metodologia distintas da estimativa de mais de 8 mil desaparecidos.

Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, relatório de junho de 2026 apontou que 64,9% da Faixa de Gaza estavam sob controle israelense mais direto e restrições mais rigorosas. Em relatório de 18 de setembro, o órgão afirmou que a falta de equipamentos limita o resgate e a recuperação de edifícios danificados.

Autoridades de saúde de Gaza informaram que o número de palestinos mortos desde 7 de outubro de 2023 chegou a 73.919, com 174.977 feridos. Desde o cessar-fogo, em 11 de outubro de 2025, foram registradas 1.399 mortes, 4.863 feridos e 834 corpos recuperados dos escombros.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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